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Americana
Independente Festival
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15/08/04
- FIDAM - Americana - SP
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Depois
de alguns pequenos contratempos pude definitivamente sair da minha
casa em Osasco (grande São Paulo) e ir "chutado",
mas no limite, dado às dezenas de radares eletrônicos
ao longo do sistema rodoviário Anhanguera/Bandeirantes,
rumo ao tão acolhedor interior desse digníssimo
estado, que em outrora muito menos oportunas, foi palco de alguns
mega eventos de Rodeio, mas... Sem mais rodeios, vamos direto
ao assunto. Americana, neste ultimo domingo 15 de agosto para
muitos seguidores do rock independente proporcionou bons momentos
para apreciar grandes bandas do cenário Independente brasileiro.

Por volta das 17 horas sobe ao palco os santistas do Garage Fuzz,
que ao longo dos seus 13 anos de estrada esbanja competência
em seu set, variando rifes de guitarra e saltos tipo air walk,
quase que simultâneos, executados entre os dois guitarras:
Fernando e Wagner, dignos de uma grande banda de hardcore, convidando
assim o publico para pogar intensamente, durante toda a apresentação.
Ponto alto do show foi a execução de "When
All The Things", do já histórico disco Relax
in your Favorite Chair.
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Com
um intervalo de pouco menos de 10 minutos, chegava a vez
dos cariocas do Matanza, dando início ao show após
o berro do vocalista Donida, "Nós somos o Matanza,
a melhor banda hardcore country do Brasil". Após
essa apresentação esses caras mantém
em pé o convite ao pogo, disparando da guitarra uma
série de acordes completamente distorcidos e bastante
pesados, cobrindo as tão sarcásticas letras
já conhecidas por muitos. Destaque do show foi para
"Pé Na Porta E Soco Na Cara", que pôde
levantar o publico ainda mais. Outro momento que vale destacar,
foi a execução da música "Ela
Roubou Meu Caminhão".
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Os próximos a subirem ao palco foram os locais Maguerbes,
trazendo um paredão sonoro, mesclando crossover, que mistura
a rapidez do hardcore com as distorções e peso do
metal, aliados a elementos eletrônicos e rimas oriundas
de uma vertente rap. Digamos que foi um tanto quanto avassalador,
afastando alguns poucos entendidos da frente do palco e dando
espaço a um publico por sua vez mais adepto ao gênero.
O vocalista Haroldo Paranhos manteve muito bem a postura, executando
seu raivoso vocal de forma já não muito inusitada,
porém bastante potente.

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Infelizmente
a baixa do dia foi a falta de Adriano Cintra (acidentado
no dia anterior) guitarrista do trio paulistano Thee Butchers´Orchestra,
impossibilitando assim, a presença da "Orquestra
dos Açougueiros" no festival, uma das bandas
mais comentadas do cenário independente. Mas o acaso
traz algumas soluções repentinas, pois Marco
Butcher (vocal e guitarra) subiu ao palco e pode dar uma
"palhinha" do seu trabalho solo com os The Black
Mambas, tocando de forma bastante primitiva, como ele mesmo
se anunciou, centrada nas raízes do blues, guitarra
slide e bumbo, tocando também algumas composições
do Thee Butchers´.
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Eis
que sobe a primeira atração internacional do
festival. Vinda de Detroit, a carismática Margaret
Doll Rod, mantendo o mesmo estilo bumbo e guitarra, conseguiu
manter o público hipnotizado durante sua apresentação,
com disposição de sobra na execução
do blues igualmente primitivo, acordes de guitarra, misturados
a sua já comentada voz aveludada.
A "One woman band" honrando a sua pequena, sexy
e suada camisola branca transparente, matou a pau. Destaques
para a música que abre seu debut CD, Echanté,
e também pra a música que ela abriu seu show,
"Who Gonna Rub Me", além de "Boom Boom",
essa de Joe Lee Hocker. |
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Na seqüência surgem os Autoramas, que estão
em turnê pelo mercosul, emendado shows pelo nosso vasto
território nacional. Não faltaram competência
e tranqüilidade, quesitos obrigatórios em uma banda
que já está há uma cara na cena. Destaque
para as radiofônicas "Autodestruição",
"Carinha Triste", "Nada A Ver", entre muitas
outras. Intercaladas entre suas canções quase sempre
o clichê "rrrrrrrrrrrrrock", dito pelo vocalista
e guitarrista Gabriel e também algumas vezes pela baixista
Simone, que vale acrescentar arrepia no instrumento das quatro
cordas, com muito estilo e elegância.
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Arriba
Los Supersônicos (Montevideo/Uruguai). Foi um puta
show, sem dúvida o melhor do dia, a começar
por uma breve execução do clássico
"Pipeline", em uma espécie de passagem
de som relâmpago. Pra quem não sabe os Supersônicos
são uma banda de surf rock, que claramente foram
influenciados por nomes como Man or Astroman?, Ventures,
Dick Dale, entre tantos outros. Vamos lá então,
figurino uniforme, reverberação, guitarras
semi-acústica, Notebook e muito Staccato (veja nota
abaixo) etc, etc., etc..
Brincadeiras à parte, faladas de forma bilíngüe
e simultânea (português e espanhol), incluindo
até um pseudo a frango de plantão, onde após
hipnotizado pelo vocalista e guitarra Leo Sónico,
o guitarrista Bob Sônico se dirige a um piano no canto
direito do palco e toca uma canção com o nariz,
ou melhor, bicando as teclas, batendo asas e tudo mais.
Tá bem, eu sei que está um pouco difícil,
mas mesmo assim espero que vocês me entendam.
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Parabéns à organização pelo evento
e esperamos que eventos como o Americana Independente pipoquem
cada vez mais, não somente às margens da Anhanguera/Bandeirantes,
mas como em todo o Brasil.

Gostaria de me desculpar por não ter podido fazer comentários
sobre as bandas: Jeffo e Banda, The Creche, Sex dolls e Mamelo
Sond System, pois não pude chegar a tempo para vê-las.
E também para todas as bandas que tocaram no dia anterior
(sábado, 14/08), pois também não estava presente.
nota: não sei se é essa a maneira correta de escrever,
mas com certeza sei que este foi o nome dado a uma técnica
para tocar guitarra desenvolvida pelo mestre Dick Dale, onde se
executa uma palhetada contínua na máxima velocidade,
a canção "Miserlou" explica tudo!!!
Fotos: Claudia Ferrari
Texto: Ricardo
Vazquez - especial para o Portal do Rock
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