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Baladas
- Gamma Ray & Masterplan
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29/11/03
-Via Funchal - São Paulo - SP
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Dia
29 de novembro de 2003 foi uma oportunidade rara para os fãs
de duas bandas formadas por músicos que fizeram parte do
grande Helloween. Bem, para fãs dispostos a pagar de R$
80,00 a R$ 120,00 a entrada, cerveja (uma lata de Bavária)
a R$ 5,00 (no mercado R$ 0,70) e água a R$ 3,00 (R$ 0,50
em qualquer mercado). Talvez "disposto" não seja
a palavra correta, ou então, sería melhor agregar
o verbo "sacrificar" depois do citado. De qualquer forma,
se apresentaram naquela noite, GAMMA RAY e MASTERPLAN.

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Casa
quase lotada (acredito que mais ou menos 3.000 pessoas estavam
lá), pontualidade britânica, aparelhagem e
iluminação perfeita, às 22:00 horas,
Masterplan subiu ao palco. Como a banda é recente
e só tem um CD, era de se esperar que o set fosse
do CD, com alguma música do Helloween mais algum
cover, o que de verdade aconteceu. "Spirit Never Die"
e "Enlighten Me", abriram a apresentação,
igualzinho a seqüência do CD que leva o nome
da banda (leia review). Roland Grapow , ex-Helloween, é
o único guitarrista da banda mas tem a cobertura
dos teclados de Axel Mackenrott nos possíveis buracos
durante os solos, apesar do baixo de Jan S. Eckert (ex-Running
Wild, inclusive, usando na Funchal uma bermuda com o nome
da sua ex-banda gravado!).
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O
vocal de Jorn Land é um mix de vários vocais
clássicos do metal, como Ronnie James Dio e Buce
Dickinson, por exemplo. Apesar de não ser original,
eu acredito que Jorn tem um vocal poderoso, mas eu conversei
com alguns dos presentes e eles confessaram que não
gostaram muito não.
O que eu mais gostei no Masterplan foi do outro ex-Helloween,
o baterista Uli Kusch, fudida mistura de técnica
e punch. E as músicas do CD continuaram - "Crystal
Night", "Soulburn", "Kind Hearted Light",
nesta seqüência. Às 22:33 horas, diz Jorn
Land - "Know What? I Think you are heroes!" (Quer
saber? Eu acho que vocês são heróis),
e manda a sexta faixa do CD, "Heroes". Cabe aqui
uma observação : Masterplan é uma banda
super entrosada e técnica e faz um metal melódico
dentro das parâmetros que se espera de uma banda do
tipo. Alguma novidade em relação às
demais bandas do estilo?
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Não,
nenhuma, mas, consumidores do gênero (tirando o tipo
de crítica que eu ouvi de alguns quanto ao vocal),
devem estar adorando. Não quero passar a idéia
de que a banda é ruim, muito pelo contrário,
mas normal. Ainda no set, mandaram uma do Dio, "The Man
in the Silver Mountain", perfeita, até o vocal!
Uma outra cover, como eu havia comentado, foi da "velha"
banda Helloween, a música "The Chance", fechando
a apresentação com Crawling From Hell, faixa
9 do CD. Às 23:00 horas em ponto.
Uma hora depois das cortinas serem fechadas, elas reabrem
e o "gentil" segurança libera o fosso próximo
do palco para que possamos (a imprensa) fazer as fotos durante
as três primeiras músicas (igual com o Masterplan)
e nada mais, da banda que com certeza era o motivo de todos
estarem ali (principalmente) - Gamma Ray no palco! Armários
foram abertos também em São Paulo ("Skeletons
in the Closet", esqueletos no armário, é
o nome do duplo ao vivo, lançado recentemente no Brasil
- leia review) e as duas primeiras músicas seguem a
seqüência do citado nos parênteses - "Gardens
of the Sinners" e "Rich and Famous", que tem
um riff de guitarra que gruda nas orelhas, uma das minhas
preferidas do GR! |
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O
"velho" Kay Hansen continua perfeito, correndo
no palco com a sua ESP flaying V (todos na banda usam guitarras
e baixos ESP) faiscando. Henjo Richter, por certo, é
o guitarrista principal, sem desmerecer Hansen, toca muito,
sola muito, fudido! Daniel Zimmermann, o baterista, também
é perfeito. Dirk Schlächter, o baixista, tem
alguns problemas com a regulagem do amplificador de baixo
(duas primeiras músicas), mas o som não para
e ele transborda felicidade. O tecladista Axel Mackenrott,
emprestado do Masterplan (também participa do "Skeletons")
sobe pela segunda vez ao palco
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Quase
todas a músicas do set do Via Funchal estão
no "Skeletons, mas uma em especial não, a grande
"Razorblade Sigh" ( primeira do disco 2), infelizmente.
Mas a banda tocou - "New World Order", "Man
on a Mission", e a poderosa "Heavy Metal Universe".
Fizemos a seguinte pergunta (por email) para Kay Hansen, com
respeito a essa música: A música "Heavy
Metal Universe" (do álbum "Powerplant")
é uma homenagem ao MANOWAR (desculpe se eu estiver
completamente errado)? E obtivemos a seguinte resposta - "Nenhuma
homenagem, mas existe algum paralelo. Quando eu tive a idéia
para essa música eu sabia que existia apenas um jeito
dela ser tocada, incluindo todos os clichês pertencentes
ao metal." Bem, continuo acreditando que é MANOWAR
pra caramba! (Leia entrevista completa). |
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E
Hansen repetiu a brincadeira do CD, pedindo que a audiência
cantasse o refrão "Hevy Metal Universe".
"One With the World" veio na seqüência,
e o baterista ficou sozinho para um solo, coisa que eu não
tenho mais saco para escutar. "Rising Star/Shine On",
mais a bela e poderosa "The Heart of the Unicorn",
como foi escrito no review do "Skeletons", parece
muito com ACCEPT, pra quem não sabe, uma poderosa
banda alemã dos 80's, com solos bem IRON MAIDEN.
"Rebellion in Dreamland/Land of the Free", deu
seuquência à pancadaria, mais "Beyond
the Black Hole". Então, Roland Grapow se junta
para uma do Helloween (vou ficar devendo o nome). Todos
saem do palco e a banda volta para um bis. Sai de novo e
volta para a última da noite, "Send Me a Sign".
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Numa
faixa trazida por fãs, o seguinte texto - "I saw you
in 1997 and 1999. Now, I'm here again!" (Eu vi vocês
em 1997 e 1999. Agora, eu estou aqui novamente!). Completando
a faixa do fã, see you in 2004 (Vejo vocês em 2004)!
Vamos cruzar os dedos!

Fotos
e Texto: Niva
dos Santos
especial para o Portal do Rock
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