The
Libertines
07/11/04
- Tim Festival - Jockey Club - São Paulo - SP |
| O
show do Libertines foi precedido de um evento no mínimo
insólito. O cantor Supla, que estava sentado na arquibancada
perto do lado esquerdo do palco foi xingado por parte da platéia
que aguardava ansiosamente pelo show do Libertines. Em resposta,
o cantor fez gestos obscenos para a parte irada do público,
que continuou xingando mesmo assim. O cantor resolveu descer e
ir ao encontro dos seus detratores mas, vendo que meia dúzia
de fotógrafos ajustava suas lentes para captar a briga,
parou no meio e resolveu sorrir e deixar de lado a confusão
que se armava.

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Alguns
minutos depois, a banda Libertines entrou no palco para
um dos shows mais aguardados do festival, cujos ingressos
estavam esgotados muitas semanas antes. Sem o guitarrista
Pete Doherty, que foi expulso da banda depois de armar muitas
confusões por causa do seu vício em heroína,
e que foi substituído com muita competência
por Anthony Rossamundo, a banda iniciou o show com “The
Delaney” do EP “I Get Along”.
O vocalista e guitarrista Carl Barât tem uma presença
de palco enigmática e falou muito pouco durante o
show. Com muito charme, ele jogava os cabelos para trás
entre uma música e outra, talvez para compensar sua
timidez com o público. Começou o show vestindo
jaqueta de couro e chapéu, mas como a temperatura
foi subindo, ele tirou a jaqueta e a camiseta, o que deixou
as fãs bastante entusiasmadas. Aliás, é
notável como a banda tem um forte apelo junto ao
público feminino. |
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| A
principal surpresa foi a performance do baterista Gary Powell.
Sem ele, as músicas perderiam muito do seu punch
e fica claro que a sua presença faz diferença
para a banda. Na introdução de uma das músicas
ele homenageou o Brasil fazendo uma espécie de bateria
de escola de samba, com direito a apito. Foi um dos momentos
mágicos do show pois deu um pouco mais de vigor a
um espetáculo cheio de energia. Outro bom momento
proporcionado por Powell foi quando o público fez
a parte da bateria batendo palmas enquanto ele fingia que
tocava bateria. |
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As músicas do Libertines funcionam muito bem ao vivo,
com o público cantando junto as mais conhecidas. A banda
parece estar seguindo um rumo próprio, distante das comparações
com Smiths e Clash, que são as bandas mais lembradas
pelos críticos. Canções como “The
Man Who Would Be King”, “What a Waster” e
“What Became of the Likely Lads” renderam performances
memoráveis, que só uma banda consistente poderia
mostrar.

Depois de tocarem 19 músicas, o show terminou abruptamente,
sem bis, deixando o público enlouquecido. A platéia
urrava, num misto de contentamento e satisfação
pela oportunidade de ver uma das bandas mais significativas
do cenário rock atual.
Texto:
Cláudia
Ferrari - especial para o o Portal do Rock
Fotos: Tim Festival
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