Balada - Pitty
02/09/2005 - Via Funchal - S. Paulo - SP

Show de lançamento do segundo disco da baiana Pitty

Sexta-feira dia 2 de setembro, a banda da roqueira Pitty realizou em São Paulo no Via Funchal, um show de lançamento do seu segundo álbum Anacrônico, lançado em agosto de 2005, após ter conquistado todo o Brasil com o primeiro disco Admirável Chip Novo.



O Via Funchal tem uma estrutura de primeira qualidade, e é um dos melhores espaços em São Paulo para shows, mas ficou grande demais para o tamanho do público que não encheu nem parte do espaço da casa.

 

O Cachorro Grande da mesma gravadora e amigos de bar da banda foi quem abriu, fizeram mais uma vez um belo show. Porém os caras estavam um pouco desanimados, talvez cansados de tanta turnê que estão fazendo pelo país

O show foi bem curto, tocaram os hits dos dois albuns abrindo com o rock n roll de primeira “Você não sabe o que perdeu” e em seguida “Agora eu to bem louco”, aproveitaram para tocar a música do novo vídeo-clipe que estreou essa semana pela Mtv “Desentoa”.

Deram uma acalmada no público com “Dia Perfeito” nas vozes de Marcelo Gross, depois passaram para “Vai ter que dar”, “Lunático” e fecharam com “Sexperience”. Acabou virando mais um pocket show de tão rápido que foi, mas pelo visto tempo suficiente para a meninada pular e curtir bastante.

O show da Pitty demorou demais para começar, e a garotada berrou tudo que tinha para berrar antes mesmo de começar.

Após a longa demora surgem os quatro no palco, o Via Funchal continuava vazio mas isso não impedia em nada de ser um excelente show. Entraram meio quietos e começaram com uma música curtinha, e logo em seguida passaram para a música carro chefe do novo cd, “Anacrônico” a garotada toda já conhecia a música que foi lançada há poucos dias o vídeo-clipe na MTV e todos já cantavam juntos com a baiana.

Em seguida tocaram “Admirável Chip Novo” que foi o que levantou de vez o público.

 
  O que achei estranho foi à falta de apresentação dos nomes das novas músicas em um show de lançamento do cd da banda, ninguém sabia ao certo qual música era qual.

Durante o show tocaram algumas músicas como “Teto de Vidro”, “Equalize”, “No Escuro”, (mas fico devendo o restante das músicas do show). Entre as músicas novas uma em especial tem a base idêntica à Poly do Nirvana, ídolo da Pitty, achei até que iam tocar um cover, mas é apenas a base de uma das novas músicas.



Senti bastante diferença no vocal da Pitty, seu timbre esta bem melhor que no primeiro cd. Só que ela em si não estava tão empolgada parecia que estava lá por obrigação, quem deu uma levantada na galera foi o novo guitarrista Martin, que era o mais empolgado e quem fez as melhores performances. A nova aquisição dele para a banda no lugar de Peu foi benéfica e trouxe também mais peso e uma leve mudança sonora a banda.




As músicas estão mais rock n roll mas pouco se diferem do primeiro disco. As letras da cantora estão mais amadurecidas, segundo ela devido às novas experiências que tem passado morando em uma cidade grande como São Paulo e fazendo tour por todo o país.

Durante o show, tiveram algumas músicas com um jogo de luz bem interessante e um painel, que valorizaram o palco, não foi uma mega produção, mas fizeram o possível.

O show terminou do nada sem direito nem a bis, simplesmente saíram e não voltaram. Ficou uma sensação estranha, porque passou muito rápido o show, e parecia que ficou faltando. Ao acenderem as luzes, algumas pessoas continuaram por lá, foram correndo para a porta próxima ao camarim. Tinha crianças acompanhadas pelas mães com máquinas e papel na mão, vestidas que nem a cantora, e ficaram lá um tempão esperando a banda sair para dar um autografo ou pelo menos um oi, mas nenhum integrante apareceu, mesmo com a galera berrando o nome de cada um deles.




No final como de costume, fomos para o famoso boteco onde lá estava os Cachorros, Pitty, o restante da banda, produtores, rodies, o pessoal da banda Cascadura, Detetive. Tomamos umas, falamos bastante besteira e ao amanhecer, cada um foi para seu canto.


Fotos e Texto: Cristina Ludwig
especial para o Portal do Rock