| Rock
The Planet
02/10/2004 - Espaço das Américas -
S. Paulo - SP
Shows: Viper - Kotipelto - Shaman - Edguy
Parece
coisa combinada, é muito difícil acontecer
um grande show em São Paulo sem chuva. E foi o que
aconteceu no sábado, 02 de outubro de 2004, dia do
Rock the Planet, no Espaço das América (Rua
Tagipuru, 795), que fica em um lugar muito bom, encostado
no Metrô Barra Funda, o que facilita a vida de muita
gente. Se do lado de fora estava chuvoso e frio, dentro
estava um calor infernal (a casa com capacidade para 10.000
tinha mais de 5.000 fãs na audiência!), o que
fez muita gente passar mal. Esse escriba aqui viu mais de
20 serem retirados por cima da grade de proteção
em frente do palco! Transitar no meio da rapaziada, nem
pensar. Eu até perguntei para um bombeiro, como é
que eles tinham liberado aquele purgatório para shows.
Mas vamos às bandas. |
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Eu
achei legal rolar uma mini-festival com bandas nacionais e gringas
depois de muito tempo na velha Sampa, mas poderia ter sido mais
misturado e não só metal melódico, o que
fez a alegria de uma grande legião, mas desapontou muitos
apreciadores de outras vertentes dentro do estilo. De qualquer
forma, se apresentaram os nacionais VIPER e SHAMAN e os “de
fora”, KOTIPELTO e ED GUY. Confesso que esse estilo não
é a minha praia, sou “das antigas” e gostaria
de ver no Brasil bandas como RAMMSTEIN e SYSTEN OF A DOWN. Mas,
o azar é meu (ou seria nosso?).

A primeira atração do começo da noite foi
o VIPER, que subiu ao palco às 18:00 horas. O VIPER é
uma banda meio enigmática, a gente não sabe se os
caras estão voltando pra valer, ou se daqui há um
mês vai desaparecer novamente, mas de qualquer forma mandaram
bem e esquentaram a rapaziada. Quer dizer, ferveram, porque quente
já estava. Ricardo Gotti, o novo vocalista, agradou a rapaziada
em um curto show de 30 minutos. Eu acredito que vale mais meia
hora bem mandada do que aquelas chatices de hora e meia. O set
list dos caras foi o seguinte: To Live Again, Dead Light, A Cry
From The Edge, Wings of The Evil, Evolution, Prelude to Oblivion,
Living For The Night e Rebel Maniac. |
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Sem
querer menosprezar os nossos queridos brasileiros (excelentes
no estilo que escolheram!), eu achei estranho que a segunda
atração da noite fosse o KOTIPELTO. Mas, depois
de uma troca rápida de equipamento, o carismático
finlandês sobe ao palco. Meio down, com certeza, pela
saída ainda recente do STRATOVARIUS, mesclando músicas
dos seus dois discos solos e alguma coisa da “antiga”
banda, KOTIPELTO mostrou que continua sendo um excelente show
man. Disse que MM não é my beach, mas não
é por isso que eu deixo de gostar de certas coisas
do estilo. Como, por exemplo, da bela “Coldness of My
Mind”, a terceira da noite no set de KOTIPELTO do seu
segundo CD “Coldness”. Ele também mandou
“Reasons”, que virou vídeo clipe e inclusive
está no CD. Do STRATOVARIUS ele cantou “Black
Diamond” e “SOS”. Foi o melhor show da noite
em minha opinião. A seguir, o set list integral: Travel
Through Time, Lord of Eternity, Coldness of My Mind, Seeds
of Sorrow, Waiting for the Dawn, Can You Hear the Sound, SOS
(STRATOVARIUS), Reasons , Black Diamond (STRATOVARIUS). |
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Depois
foi a vez do SHAMAN. O que eu acho mais foda na banda é
o guitarrista Hugo Mariutti, sem menosprezar os demais caras do
grupo – uma guitarra que soa como duas! André Matos,
por seu lado, incorpora todos os trejeitos e clichês que
se espera de um rock star. Isso é bom? Julgue você
(dizem que não devemos julgar ninguém, mas é
o que mais fazemos, não é verdade?). Teve uma hora
que ele subiu no carrinho da câmera em frente do palco e
tomou um belo chão. Mas, anos de palco faz com que os caras
da banda tenham uma performance quase impecável. Do set
da noite a rapaziada respondeu melhor à músicas
como “Distant Thunder” e a “velha” “Carry
On”, Do ANGRA, além de “No More Tears”
do OZZY. Apresentaram também a nova “Turn Away”,
mais pesada que os trampos anteriores.

Vale lembrar que eles abriram o show com as três primeiras
músicas do CD “Ritual” – “Ancient
Winds”, “Here I Am” e “Distant Thunder”
- , que funcionam muito bem nessa seqüência, o que
eles já haviam feito no “Ritual Alive”. As
demais músicas do set foram: Distant Thunder, Turn Away
(nova música), For Tomorrow, Time will come, Fairy Tale,
No more tears (OZZY), Pride e Carry On (ANGRA). Eu gostei mais
da bela “Distant Thunder”. |
Depois
foi a vez da banda “mais esperada da noite”.
Eu não achei que foi o melhor show do “Rock”.
O que me impressionou foi a quantidade de fãs que
a banda tem, coisa que eu nem imaginava. Estou falando,
obviamente, do EDGUY. De longe, entretanto, devo dizer que
os alemães são por demais simpáticos.
Tobias Sammer, o vocalista, fez questão de dizer
que eles haviam escolhido o Brasil para gravar o seu primeiro
DVD ao vivo. Em um determinado momento alguém jogou
uma bandeira do nosso país no palco e ele se enrolou
na mesma – rendição total da platéia! |
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| O
vocal de Tobias tem alguma coisinha de Buce Dickinson. Mas, dizer
que ele tem a melhor voz do MM atual não é verdade.
É só fazer uma triagem básica. O set foi
gigantesco (gravação, etc.), quase 20 músicas.
A rapaziada cantou com a banda, principalmente as músicas
“Vain Glory Opera” e “King of Folls”.
Deixa eu soltar os cachorros sobre um detalhe que atrapalhou a
cobertura do espetáculo, antes que eu me esqueça.
Simplesmente foi impossível tirar uma foto que preste de
qualquer uma das bandas devido à incompetência dos
seguranças do festival. Ficamos amontoados feito gado em
um canto do palco com os porras dos seguranças na frente,
tampando a visão! Além de fotos ruins, foi difícil
escapar da cabeça de um deles na frente. Voltemos ao set
do EDGUY.
“Mysteria”, logo depois da intro, fez com que os fãs
até esquecessem um pouco do calor infernal que torrava
à todos dentro do Espaço das Américas. Teve
aquela chatice de “Drum Solo” (solo de bateria), que
serve pra banda dar uma respirada. Aquelas esticadas de música
onde o vocalista diz, mais ou menos, ôôôô.....,
e os fãs respondem, foram usadas um pouco com exagero (ok,
é para um registro ao vivo, mas...). No Cover “Chalice
of Aghony”, da banda AVANTASIA, André Matos volta
ao palco. Humm..., ele poderia ter sido um pouquinho mais modesto
né, sem tentar roubar a cena. Mas, são coisas do
show business. Fim de jogo (para o Corinthians também que
perdeu de 1x 0 ali do lado!). Cansaço, alguns desmaios,
ou quase, acredito que no geral valeu a pena. Espero que nos próximos
as opções de estilo sejam maiores, e que a ventilação
do “Espaço” seja de acordo com o seu tamanho.
Segue set list do ED GUY: Intro, Mysteria, Under the Moon, Navigator,
Wake Up the King, Land of the Miracle, Lavatory Love Machine,
Vain Glory Opera, Drum Solo, Fallen Angels, The Piper Never Dies,
Babylon, King of the Fools, Chalice of Agony, Tears of the Mandrake
e Out of Control.
Texto e Fotos
Niva dos Santos - especial para o Portal do Rock
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