Show
- Rush
22/11/2002 - Morumbi - S. Paulo - SP
Fãs
da banda Rush assistem show no Brasil após 30 anos de espera
O
grupo de rock progressivo Rush, realizou na noite do dia 22
de novembro, no estádio do Morumbi em São Paulo, um dos shows
mais aguardados por fãs de rock desde a geração Woodstock de
69.
Apesar do preço caro de alguns ingressos, como os da área vip
, a casa estava cheia. Estima-se que 60 mil pessoas compareceram
ao evento. A maior parte do público era composta por jovens,
mas famílias e pessoas com mais de 40 anos também marcaram presença
no local.
O
conjunto passa pelo Brasil na Tour mundial ''Vapor Trails''
e começa a tocar no estádio às 21h50.
Para a surpresa de muitos admiradores, a primeira música executada
é Tom Sawyer, um dos principais hits do grupo por aqui. Geddy
Lee,(vocalista e baixista), Neil Peart ( baterista) e Alex Lifeson
( guitarrista) conseguem manter uma ''química'' enorme com os
fãs.
Os excelentes músicos canadenses misturam técnica, criatividade
musical , talento e simplicidade. Eles executam canções de todas
as fases do grupo, que faz história no mundo fonográfico há
33 anos.
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O
espetáculo que durou 3 horas, foi dividido em duas partes.
Na primeira foram executadas os hits mais famosos dos 15
primeiros anos do grupo, como ''Distant Early Moring'',
'' New World Man'', ''Roll The Bones'', '' YYZ'', ''The
Pass'', '' Frewill'', ''Closer to the Heart'' e '' Natural
Science''.
Na segunda entrada, os principais sucessos das 2 últimas
décadas do Rush, foram outro ''presente'' para os fãs. Dessa
sequência fizeram parte as canções '' One Little Victory'',
''Ghost Rider'', '' Secret Touch'', '' Limelight'' e ''
Spirit of Radio''.
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Ainda nesse set aconteceu um dos momentos mais bonitos do show
. Foi o solo do baterista Neil Peart. O artista conseguiu produzir
um trabalho de 10 minutos tão emocionante e preciso, que chegou
a arrancar lágrimas de algumas pessoas. Ele adicionou elementos
latinos ao seu solo habitual, enquanto a bateria trocava de posição
no palco e o músico era visto da platéia por vários ângulos.
Outro momento marcante foi a versão acústica da canção''Resist'',
do CD Test For Echo. A música'' Driven'', do mesmo disco, também
foi outra canção que agitou muito o público, que acompanhava extasiado
todos os sucessos do grupo.
A banda Rush possui uma sonoridade única no palco e eles se apresentam
com uma perfeição digna de qualidade digital, como se os admiradores
estivessem assistindo um DVD ao vivo.
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Os
efeitos especiais, que aparecem em uma tela gigante atrás
da banda, possuem equipamentos modernos da infografia. Ora
com desenhos animados, ora com histórias que são pequenos
videoclipes que possuem relação direta com as letras do grupo,
é possível notar um colorido e entretenimento tão cativantes,
que por alguns momentos eles chegam a roubar a atenção dos
artistas.
Não houve brigas durante o show. Também não faltou comida,
nem bebida, apesar do preço salgado que era cobrado por qualquer
tipo de opção nos gêneros.
Os banheiros infelizmente apresentaram um estado lastimável.
Pode-se afirmar o mesmo da desorganização na entrada do éstádio
que gerava filas gigantescas. |
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A
chuva forte que caiu durante o concerto atrapalhou, mas não conseguiu
tirar a alegria dos fãs do Rush, nem mudar o clima de paz e amor
que pairava no Morumbi.
E com o show espetacular que o conjunto realizou, nem era necessário
que o vocalista Geddy Lee arriscasse algumas palavras em português
ou tocasse um pedaço da música ''garota de Ipanema'', de Tom Jobim,
para enaltecer ou conquistar a audiência. Ela já estava hipnotizada
desde o início. E não dava para ser diferente. Da mesma forma
que não foi possível ser imparcial nesse artigo.
O Rush ainda se apresentou no dia 23/11 no Rio de Janeiro antes
de deixar o Brasil. Os fãs da cidade maravilhosa perceberam, assim
como os de São Paulo e os de Porto Alegre, que valeu muito a pena
esperar por um show do conjunto na pátria verde-amarela. Agora
é só torcer para que o grupo inclua o Brasil na leva dos shows
internacionais.
Claudia Skobelkin - especial para o Portal do Rock
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