Heavy Traffic Tour 2003
14/02/2003 - Credicard Hall - (São Paulo)
Comecei a ouvir Status Quo no final do anos 70 junto com AC/DC, Uriah Heep, Queen, BTO, Deep Purple, etc. Depois que o punk rock entrou pelos meus tímpanos e contaminou meu sangue, o Status Quo e o AC/DC foram as únicas bandas que mantive em minha coleção, que cada vez mais abria espaço pros discos do Sex Pistols, Ramones, Clash, etc.


Fiquei sabendo no final de Novembro que o SQ viria a se apresentar no Brasil. Só pude botar uma fé em Janeiro quando no site oficial da banda estava lá na agenda de shows: ATL Hall dia 14 e Directv Hall dia 15. Infelizmente o local de show em São Paulo mudou para o Credicard Hall e data foi pro dia 14. O local é muito grande, muito longe do centro e ainda por cima colocaram cadeiras num show de rock'n'roll pro pessoal sentar. Completamente sem noção.

 
Bastou o primeiro acorde de Caroline pro povo todo lá dentro levantar. Não ficou uma pessoa sentada. No "olhômetro" creio que não tinha 1.000 pessoas lá dentro. Mas o clima estava legal, com muitos 'tiozinhos' de cabelos grisalhos, lojistas da Galeria do Rock, roqueiros velhos, etc.
  Quem estava lá era porque era fã mesmo.Eu ouso afirmar que esse foi um dos melhores shows que vi na minha vida. Uma verdadeira aula de rock'n'roll com peso, melodia e garra. Os caras mandam bem mesmo, afinal de contas são 38 anos de estrada com 33 discos lançados, 112 milhões de discos vendidos, 44 singles na parada de sucessos inglesa, feitos incríveis para esses ingleses que só perderam pro Rolling Stones e Beach Boys nesse quesito.
Eu ouso afirmar que esse foi um dos melhores shows que vi na minha vida. Uma verdadeira aula de rock'n'roll com peso, melodia e garra. Os caras mandam bem mesmo, afinal de contas são 38 anos de estrada com 33 discos lançados, 112 milhões de discos vendidos, 44 singles na parada de sucessos inglesa, feitos incríveis para esses ingleses que só perderam pro Rolling Stones e Beach Boys nesse quesito.
Falando em fãs, eu creio que esses ficaram satisfeitos, pois a banda mostrou vários clássicos, entre eles Down Down, Roll Over Lay Down, Whatever You Want, e a apoteótica Rockin'All Over The World. Voltaram pro primeiro bis tocando um medley sensacional de clássicos do rock'n'roll, uma emendada na outra. Na volta pro segundo bis encerraram com Burning Bridges e Waltz, encerrando uma verdadeira aula de rock'n'roll que durou 1 hora e 40 minutos. Simplesmente fantástico. Esse show merecia mais público e um local mais aconchegante.  
As marcas registradas da banda estão intactas, como as guitarras e as vozes de Francis Rossi e Rick Parfitt, únicos membros originais do Status Quo. O multi-instrumentista Andrew Bown está na banda desde 1976, o cara toca teclados, guitarra e gaita. O baixista John 'Rhino' Edwards manda muito bem, com um estilo próprio. O batera Matthew Latley entrou na banda apenas ano passado, mas ninguém nota isso, pois ele esta bem entrosado com os outros comparsas.
  Os caras criaram um estilo próprio de tocar guitarra, num determinado momento do show os 4 ficam perfilados lado a lado tocando e fazendo movimentos idênticos. Esse jeito peculiar de tocar foi copiado anos mais tarde pelos conterrâneos do Iron Maiden. Uma curiosidade: antes do show Chris Spedding, um roqueiro das antigas que gravou "Pogo Dancing", o primeiro compacto do Vibrators e foi o produtor do Sex Pistols, estava passeando pela platéia. Ele estava lá porque iria tocar no dia seguinte com o Bryan Ferry e é amigo dos caras do Status Quo.

Para finalizar, quero dizer que valeu a pena a viagem até lá. O show foi sensacional. Fiquei mais fã ainda do som dessa banda. Espero que possam voltar um dia a tocar aqui. Quem não foi perdeu um grande show do verdadeiro show de rock´n´roll.

Na net:
www.statusquo.com
www.chrisspedding.com

Renato Martins - especial para o Portal do Rock
Daniel Calisto - Arte

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