Comportamento
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O
Terror nosso de cada dia!
Qual
é a pior forma de violência?
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Nem
mesmo aquele com maior capacidade de abstração, deve ter sido
capaz de imaginar a imensa dor sentida pelas indefesas vítimas,
frente a um inimigo invisível, cruel e, o pior de tudo, sem nenhum
medo de morrer junto às suas presas. O predador surgido, metaforicamente,
do céu, onde a esperança de muitos está depositada. E os motivos?
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A grande nação americana, sem dúvida nenhuma, a única super
potência do planeta, é o país mais invejado, mais admirado,
mais temido e mais odiado desse nosso pobre planeta em declínio.
A inveja e a admiração e o medo que o país desperta, vem de
motivos muito óbvios, não carecendo de muitas explicações.
O ódio, esse sim carece de esclarecimentos. Com certa freqüência,
o inimigo mora ao lado e, conseqüentemente, o ódio também.
Nessa forma doméstica, pode vir, como já veio, de um alucinado
qualquer, que explode prédios e mata dezenas de pessoas. Pode
vir de facções mafiosas, de donos de cartéis de droga, etc.,
que reagem violentamente quando sentem que os seus "negócios"
estão sendo ameaçados pelo establishment. |
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Os
mais devastadores, entretanto, até prova em contrário, costumam
partir de inimigos externos.Os americanos consideram inimiga,
por exemplo, a Coréia do Norte, que segue ideologia diferente
dessa comandada por eles e que deu nesse embrólio chamado
globalização. Note bem que, não se trata de apontar o melhor
ou o pior, mas se eu não penso como você, logo, no mínimo,
você vai me olhar com desconfiança.
O projeto de defesa "Guerra Nas Estrelas" ressuscitado por
Bush, visa segundo ele, proteger o seu país de Estados como
a Coréia citada, mas teria sido ineficaz, caso estivesse operacional,
contra os aviões que se chocaram contra o World Trade Center
e o Pentágono. |
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Mas, o inimigo pode ser também, aquele já comeu na sua mão,
o que nos remete a uma outra questão, muito comum entre
as várias nações da terra, que é a falta de memória.
Forjado ou não, existe um "esquecimento" generalizado de
que, alguns dos que são hoje considerados inimigos capitais
dos americanos, foram um dia armados e treinados por inquilinos
da Casa Branca. Sadam Hussein é um deles, abastecido com
o melhor da tecnologia de guerra estadunidense, durante
a guerra contra o Irã.
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A
milícia Taleban, que "hospeda" num destroçado Afeganistão,
o milionário fundamendalista Bin Laden, acusado de
vários atentados terroristas, inimigo juramentado
dos americanos, também, quando lutavam contra os invasores
da ex-União Soviética. A milícia taleban foi, inclusive,
caracterizada em um dos filmes da série "Rambo". Parte
desses antigos "amigos", mais precisamente, os fundamentalistas,
enxergam nos americanos, o grande Satã, encabeçando
uma legião de países ocidentais, que visariam impor
ao mundo muçulmano, valores que eles abominam, além
de serem vistos como os responsáveis por todas as
mazelas do mundo. O alinhamento EUA./Ocidente com
Israel, em qualquer circunstância, fomenta ainda mais
esse ódio.
Mas, os americanos, ao longo da sua história, não
pouparam e nem poupam esforços em arrumar inimigos
em todo o globo. No quesito interno, os primeiros
grandes inimigos foram os seus próprios índios, invadidos
e aniquilados em suas terras, sem falar dos negros
que, até muito recentemente, eram tratados como cidadãos
de terceira classe. A guerra civil entre o Norte e
o Sul, pode se dizer, ainda hoje não foi totalmente
digerida. E a guerra sempre fez parte do cotidiano
americano. Durante aquela que travou contra o México
(1846-1848), duas novas estrelas foram anexadas à
sua bandeira: as dos estados da Califórnia e Novo
México, que representavam mais de 50% das terras mexicanas,
mais a anexação da então República do Texas. A condição
de beligerante, só aumentou depois da guerra contra
a Espanha, no final do século XIX, onde ocorreu a
independência de Cuba, ocasião em que ganhou o status
de potência mundial, baseada na "Doutrina Monroe",
que pregava "América para os americanos".
E os EUA sempre cobiçaram a ilha de Fidel. Quando
Cuba fazia parte das colônias espanholas, chegaram
até a propor a compra da mesma dos espanhóis colonizadores.
Visavam com isso controlar a rota comercial do Mar
do Caribe e a produção açucareira da ilha. Mais tarde,
apoiariam a sangrenta ditadura de Fulgêncio Batista.
Em 1961, já com Fidel no poder, Kennedy autorizou
o ataque à Cuba, através da Bahia dos Porcos, por
dissidentes cubanos, resultando num imenso malogro
e, até hoje, os Estados Unidos persistem no embargo
econômico imposto à ilha, a mais de 40 anos, com o
apoio dos seus aliados.
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Em
Agosto de 1945, com a alegação de que era necessário
apressar o fim da guerra com o Japão, que negava a se
render, bombardeou Hiroshima e Nagasaki com armas nucleares,
matando 250.000 pessoas. Participou da Guerra da Coréia
(1950-53), onde morreram 4 milhões . Apoiou vários golpes
militares na América Latina, inclusive o do Brasil,
conforme prova documentos recentemente revelados, em
nome da luta contra o Comunismo. Ainda hoje, por motivos
econômicos e estratégicos, continua apoiando várias
ditaduras, tais como a do Kuwait, Egito, Arábia Saudita,
etc.
A maior desastre da história americana, foi a guerra
do Vietnã (1959-1975). Os americanos entraram no conflito
em 1964 e, no auge da guerra, haviam mais de 500 mil
soldados americanos em solo vietnamita. A guerra do
Vietnã foi um imenso laboratório de testes de armas
para os americanos. O desfoliante Tordon, mais conhecido
como Agente Laranja, foi desenvolvido nessa época e,
era utilizado para destruir a cobertura vegetal das
florestas e plantações de alimentos. |
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Aviões
B52 despejavam dia e noite toneladas de desse veneno,
alem de bombas e napalm sobre aquele país. Depois da
guerra, foram constatadas alterações genéticas e mutação
de cromossomos em pessoas expostas ao Tordon. O saldo
dessa guerra: 2 milhões de vietnamitas e 57 mil americanos
mortos, aproximadamente. Nas duas últimas décadas do
século XX, foram inúmeras as intervenções americanas
em diversos países, reforçando ainda mais a imagem do
país como "polícia" do mundo. Muitas dessas intervenções
tiveram o respaldo de organizações como a ONU.
Mas, é claro que os Estados Unidos não são o único país
com um histórico de guerras, invasões, etc. |
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Os sete restantes, das oito maiores economias do planeta,
por exemplo, têm também as mãos manchadas com muito sangue
e assim vai ser até o final dos tempos já que a história
não pode ser apagada. Inclusive, alguns deles participaram
de ações muito recentes ao lado dos americanos, com a morte
de muitos inocentes. Muitos também possuem bases americanas
em seus territórios.
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Porem, mesmo estando muito longe ser o único com uma lista
enorme de culpas no cartório, como é país mais rico e mais
poderoso (armas) da terra e portanto, hegemônico, considera
qualquer assunto em qualquer parte do planeta como sendo
do seu interesse justificando dessa forma a sua condição
de intervencionista. Diante desse quadro, entende-se perfeitamente
porque os americanos atraem tantos sentimentos conflitantes,
como admiração, medo, inveja e o ódio que os transformam
em um alvo em potencial. Mas, nada justifica o terrorismo.
Nada justifica a matança de inocentes. A primeira manifestação
do presidente George W. Bush em rede mundial logo após os
atentados foi para prometer vingança. E vingança a qualquer
preço, é o que deseja o povo estadunidense, seus aliados
e o grosso da mídia mundial (essa última, mesmo que de forma
subliminar).|
Esse tipo de comportamento emotivo é esperado de um pai
que perde um filho num assalto, por exemplo, mas não do
presidente da maior nação do planeta. Eleito presidente
de forma confusa, depois dos atentados, ganhou status de
líder mundial. Fortalecido, pleiteou e recebeu poderes especiais
do seu congresso para agir com todo o vigor contra pessoas,
grupos ou países que apoiem de alguma forma grupos terroristas,
sem limite de gastos. Exige das nações ditas amigas, no
mínimo, a autorização para o vôo de aeronaves americanas
sobre o respectivo espaço aéreo. Alguns países já ofereceram
até tropas para ajudar os americanos na "guerra". Num país
com orçamento de defesa de 300 bilhões de Dólares, investigações
para descobrir os responsáveis feitas pela CIA e pelo FBI,
que foram incompetentes em prever e prevenir os atentados
do dia 11, mesmo não sendo conclusivas, apontam para o saudita
Bin Laden, refugiado no Afeganistão, como já foi dito. Esse
por sua vez nega a autoria dos atentados, assim como os
demais grupos fundamentalistas.

Por culpa dos fatos daquele dia 11, dizem que o mundo nunca
mais será o mesmo. Esses fatos também comprovaram que as
instituições são bem mais frágeis do que aparentavam. Por
força das promessas de vingança feitas por Bush, um alvo
precisa se escolhido com urgência e ele já deslocou tropas,
aviões, navios, etc. para o Golfo Pérsico, na costumeira
demonstração de força, numa operação que teve até um nome
provisório de "Justiça Infinita" (modificado depois). Nesse
espiral de tragédias presentes e futuras, as bolsas de valores
do mundo todo tiveram vigorosas quedas. O dólar americano
teve baixa na Europa e alta no Brasil. O preço do barril
de petróleo subiu significativamente e pode aumentar mais,
dependendo do tamanho do conflito (Oriente Médio = Petróleo).
Aquele que parece ser o principal alvo dos Estados Unidos,
o Taleban, conclamou os muçulmanos para uma "Guerra Santa",
caso os americanos ataquem o Afeganistão e, o Paquistão
(que tem armas nucleares) fechou os 900 quilômetros de fronteira
com esse país para evitar a entrada daqueles que estão fugindo
dos previsíveis ataques. Árabes muçulmanos que vivem nos
Estados Unidos já estão sendo hostilizados por conta de
tablóides que pedem a "morte dos bastardos". Num mundo onde
a história foi decretada como morta, ela parece mais viva
do que nunca e, talvez seja oportuno fazer uma última pergunta:
depois de iniciado um processo (guerra), alguma força na
terra, militar ou moral, terá meios de abortar esse processo,
quando o mesmo se mostrar fora de controle? "Justiça Divina"
x "Guerra Santa". Hollywood deve estar morrendo de inveja
da realidade.
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