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Os reis do pop rock!

O R.E.M. é considerado um dos grupos musicais que mais exerce influência nas últimas duas décadas, inspirando uma verdadeira geração de bandas de rock americanas "alternativas", com seu som de guitarra vibrante, rock original e ética de trabalho independente. Desde sua formação no início dos anos 80, em Atenas, Georgia, EUA, o quarteto já vendeu dez milhões de álbuns no mundo todo, apresentando-se em locais como pequenos clubes, rádios universitárias, em estádios lotados e até na MTV, sempre sem comprometer seu estilo originalíssimo.

 
 
 
 

A banda conseguiu trazer o "faça você mesmo" do espírito não-comercial do punk para uma música rock mais tradicional, saindo do underground e se incliando para o trabalho pesado e composições consistentes, diferente do que está na mídia e que faz parte dos hits de sucesso. Na época em que a maioria das bandas novas se baseavam em sintetizadores e roupas espalhafatosas, o R.E.M. contava somente com um simples grupo musical para conquistar os fãs, o que era pouco naquela época.

As raízes do R.E.M. surgiram nas universidades da cidade de Atenas, EUA, em 1979, onde o então estudante da University of Georgia e colecionador de discos, Michael Stipe (vocalista) conheceu o gerente de uma loja de discos, Peter Buck (guitarrista). Os dois se tornaram companheiros de quarto e logo formaram uma banda com outros dois colegas universitários Mike Mills (baixista) e Bill Berry (baterista), que estudavam juntos desde o colegial. Após apresentarem-se num show/festa em abril de 1980, num apartamento abandonado de Stipe e Bucks, o grupo decidiu que o nome da banda seria R.E.M., então eles começaram a tocar em vários bares da cidade, inclusive no agora famoso 40 Watt Club, que acabou se tornando a segunda casa deles. Depois de dois anos, o quarteto começou a sair em pequenas turnês no sudeste americano, conquistando um fiel público local. Eles gravaram alguns trabalhos, inclusive o single "Radio Free Europe", que recebeu uma crítica muito boa.

  Em maio de 1982, o R.E.M. assinou um contrato com uma pequena gravadora independente, a I.R.S. Records, que lançou naquele ano seu EP, Chronic Town, que já estava finalizado. Assim como "Radio Free Europe", este EP também causou impacto no meio underground. Assim que deixaram a universidade, os garotos começaram a viajar mais freqüentemente e resolveram gravar seu primeiro trabalho sério em dezembro daquele ano. Murmur, como foi chamado o álbum de estréia, foi lançado em abril de 1983. Com canções murmuradas e enigmáticas, guitarra acústica suave e produção precária, Murmur contestava o comportamento, os elogios sedutores das críticas e os padrões universitários, mas precisava de um pouco de apelo comercial.
 
 
 
 
 

Após passar muito tempo na estrada, o R.E.M. retornou em abril de 1984 com Reckoning, um lançamento com som bastante destoante, que gerou o hit rock colegial "So. Central Rain", que, mais uma vez, fugiu do padrão. Com o lançamento de Fables of the Reconstruction, de 1985, o R.E.M. estava claramente em ascenção - muitas bandas novas adotaram um som semelhante. A atitude anti-comercial do R.E.M., e o próprio Fables vendeu centenas de milhares de cópias, apenas com uma pequena divulgação na rádio.

Sob a pressão das constantes turnês para divulgar seus álbuns, o futuro da banda parecia bastante severo, mas de alguma maneira eles conseguiram resolver os seus problemas, tornando-se ainda mais unidos. Em 1986, o quarteto, mais estável do que nunca, produziu Life's Rich Pageant, que trazia suas músicas mais conhecidas, como "Fall On Me". Apesar da expectativa da maioria, de que esse single iria finalmente "quebrar" o R.E.M., o grupo permaneceu no território universitário do rock, embora eles tivessem conquistado disco de ouro com este álbum.

Apesar de tudo, o grande sucesso da banda veio com o próximo ábum, o politicamente correto Document, de 1987, produzido por Scott Litt, que começou a trabalhar com o R.E.M. e cotinuou por dez anos. Document alcançou o Top 10 e ganhou disco de platina com o single "The One I Love", conquistando uma grande divulgação na rádio e uma constante transmissão pela MTV.

Naquele mesmo ano, a I.R.S. lançou a coletânea Dead Letter Office, que também continha uma reedição do famoso EP Chronic Town.
 
 
 
 
 

Em 1988, o R.E.M. surpreendeu seus fãs, assinando um contrato multi-milionário com uma gravadora maior, a Warner Bros., que lançou seu próximo álbum, Green, em 1988. Com os singles "Stand" e "Pop Song 89", freqüentemente tocados nas rádios, o R.E.M. finalmente tornou-se um nome popular, sendo que Green conseguiu disco duplo de platina. A famosa turnê mundial de 1989 do R.E.M. fez com que a banda tocasse para platéias imensas na América do Norte e em clubes lotados na Austrália, Japão e Europa.

A fama do R.E.M. só aumentou com o lançamento de Out of Time, em 1991, que alcançou primeira posição nas paradas americanas e britânicas e permaneceu no Top 10 com os singles "Losing My Religion". O álbum vendeu perto de cinco milhões de cópias e ganhou vários Grammy Awards. O vocalista Stipe, agora o líder da banda, tornou-se bastante conhecido por causa de suas concepções políticas.Numa ocasião desastrosa ele apareceu num MTV Music Awards vestindo uma sucessão de camisetas que traziam slogans de esquerda. Nessa época, o R.E.M. era uma banda superstar e uma das principais precursoras do rock "alternativo" comercial do mundo.

Quase como uma reação ao sucesso do mercado/público do Out of Time, o álbum seguinte do R.E.M., Automatic For the People (slogan de um restaurante de Atenas) de 1992, foi evidentemente menos comercial e repleto de sons tristes, sub-produzidos e introspectivos, ao invés de conter singles pops muito refinados como "Shine Happy People". Essa mudança artística descompromissada garantiu mais respeito e admiração à banda, no circuito rock, conquistando novos fãs e agradando aos veteranos que já estavam preocupados se a banda iria "se vender". Apesar de Automatic For the People ter sido tão diferente de Out of Time, este álbum ainda conseguiu lançar singles "Everybody Hurts," "Drive" e "Man on the Moon", nas rádios e na MTV.

  Em 1994, o R.E.M. mudou novamente de direção com Monster, com um rock mais orientado e afiado do que nos álbuns anteriores. Segundo boatos, foi uma reação de Stipe à morte de seu amigo íntimo Kurt Cobain, do Nirvana. Monster estreiou como No.1 e os singles "What's the Frequency Kenneth?" e "Star 69" manteve o status do R.E.M., como uma das bandas rock alternativas mais populares dos anos 90. Infelizmente, a turnê de divulgação, a primeira da banda em mais de cinco anos, foi interrompida por problemas de saúde: Bill Berry quase morreu de um aneurisma, na Suíça. Michael Stipe teve uma hérnia e Mike Mills passou por uma cirurgia devido a problemas estomacais. Apesar destes imprevistos, a banda seguiu firme, tocando em estádios lotados por todo o mundo.
 
 
 
 

No final da turnê, Stipe resolveu participar de uma filmagem independente, enquanto Peter Buck se apresentava com as bandas Tuatara e Minus Five; Buck também produziu álbuns para várias bandas rock veteranas. Após renovar o contrato com a Warner Bros. por uma quantia estimada em US$ 80 milhões, a banda retornou em 1996 com o New Adventures in Hi-Fi, uma coletânia de músicas novas gravadas ao vivo durante as passagens de som da turnê Monster.

Em meados de 1997, após 17 anos com o R.E.M., o baterista Bill Berry anunciou que ele estava deixando a banda para passar mais tempo com sua família, numa fazenda na Georgia. O anúncio veio no momento em que a banda estava entrando em estúdio para iniciar a gravação de seu 11o. álbum.

Up, uma coletânia de velhas baladas de rock universitário do R.E.M., foi produzido por Pat McCarthy e lançado no final de outubro de 1998.

No no passado, a banda passou um mês gravando num estúdio em Vancouver, o que resultou no álbum Reveal, que está previsto para ser lançado em maio de 2001.

Neste ano, no mês de janeiro, a banda esteve pela primeira vez no Brasil, tocando no Rock in Rio 3, sendo considerada uma das melhores atrações do festival.

O R.E.M. traz um som mais do estilo tradicional da banda em seu novo CD "Reveal", ao contrário do apático som do disco Up, de 1998. "Trabalhei duro para encaixar o máximo de melodia possível em cada música do novo CD", disse o vocalista Michael Stipe.

"Gosto quando encontro um CD que eu posso rolar tanto em um jantar como em uma festa", explicou ainda Stipe. "Conscientemente tentei misturar sons que fossem coesos do princípio ao fim, como uma peça forjada"

A música "The Lifting", por exemplo, abre o CD com uma pegada harmoniosa e pesada, às vezes dissonante e emotiva. Ela é seguida por um som meio eletrônico chamado "I've Been High". O CD ainda traz uma espécie de balada à la Beach Boys, chamada "Beat a Drum".

 
 
 
 
 

O primeiro single deste novo CD é" Imitation of Life", cujos rifes de guitarra lembram muito o clássico da banda "The one I love", lançado em 1987, no álbum Document e que já é sucesso estourado em todo o Brasil.

O vídeo de "Imitation of Life" foi dirigido por Garth Jennings, que também dirigiu clipes de Badly Drawn Boy ("Disillusion") e Fatboy Slim ("Demons"). Filmado em um vale no oeste de Los Angeles, o vídeo dura 20 segundos e contou com 75 atores, além de um macaco, segundo informado pelo próprio Stipe.

Veja agora o vídeo de " Imitation of Life "

Veja como foi o show do R.E.M. no Rock in Rio


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