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Especial
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Robert
Smith: o príncipe das trevas está de volta!!!
"Quando
me ouvi falando de como fizemos o novo disco, demorei para acreditar",
disse Rober Smith, com sua voz angelical dentro do legendário
studio Olympic Studios, que fica em Londres, onde o The Cure gravou
este novo disco, que já está sendo considerado por
muitos como o melhor deles em todos os tempos. "Parece que
estou me referindo a uma espécie de terapia de grupo maluca,
mas fazer este disco realmente mudou meu conceito sobre o som
que fazemos. Espero muito mais da gente agora", completou
Robert.

Capa do novo disco do The Cure
Uma razão para esta mudança é que, pela primeira
vez, o The Cure trabalhou com um produtor. O cara em questão
é Ross Robinson, cujo envolvimento com bandas como Korn,
Vex Red e Slipknot o transformou numa das principais referência
da última década em termos de produção.
Fã do The Cure desde a adolescência, Robinson declarou
que trabalhar com a banda seria seu último desafio e sua
determinação em fazer deste o melhor álbum
do The Cure acabou levando Robert Smith e seus asseclas a novos
limites, o que os levou inclusive a chamar este disco de simplesmente
The Cure.

Easy Cure
"As
cancões do disco The Cure estão tão emocionais",
explica Robert Smith, "isso é porque a gente gravou
as músicas ao vivo no estúdio, o que é algo
que não faziamos desde nosso primeiro disco".
Conheça a História do The Cure
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De
todas as bandas que emergiram do punk rock no final dos anos
70, o The Cure é uma das mais duradouras e populares.Com
as várias encarnações do guitarrista/vocalista
Robert Smith (nascido em 21 de abril de 1959), a banda também
se tornou notória pelas suas canções
fúnebres, tristes e lentas, além da aparência
exótica de Smith. Porém, a imagem pública
esteve sempre escondida na diversidade da música do
The Cure.
No início, eles tocavam canções pop rebuscadas
e aguçadas e as executavam lentamente, com equipamentos
mais texturizados. Como uma das bandas que mais deixaram sementes
no rock gótico, eles criaram rifes marcantes de guitarras
e sintetizadores. Porém, no momento em que o gótico
engrenou em meados dos anos 80, o The Cure já havia
mudado de estilo.
No final dos anos 80, a banda cresceu além da cena
underground, alcançando o mainstream, não somente
em sua terra natal (a Inglaterra), mas principalmente nos
Estados Unidos e em várias partes da Europa. |
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Originalmente
chamada de Easy Cure, a banda foi formada em 1976 pelos
colegas de escola Robert Smith, (guitarra,vocal), Michael
Dempsey (baixo) e Laurence "Lol" Tolhurst (bateria).
No início, eles faziam um "pop-dark" nervoso,
com letras pseudo literárias, inspiradas em Albert
Camus, como "Killing an Arab". Uma fita demo chamada
"Killing An Arab", chegou nas mãos de Chris
Parry, um representante do selo A&R da Polydor Records.
Quando ele recebeu a fita, o nome da banda já havia
sido mudado para The Cure. Parry ficou impressionado com
o som e conseguiu com que a banda fosse lançada por
um selo independente, o Small Wonder, em dezembro de 1978.
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No
início de 1979, Parry deixou a Polydor para formar
seu próprio selo, o Fiction, E o The Cure foi uma das
primeiras bandas com quem ele assinou contrato. "Killing
An Arab" foi relançado em fevereiro de 1979, quando
o The Cure acertou sua primeira turnê pela Inglaterra.
O álbum de estréia do The Cure, chamado Three
Imaginary Boys, foi lançado em maio de 1979, com boas
críticas da imprensa britânica.
Depois de um ano, a banda lançou os singles "Boys
Don't Cry" e "Jumping Someone Else's Train".
Naquele mesmo ano, o The Cure embarcou numa grande turnê
com o Siouxsie & The Banshees. Durante a turnê,
o guitarrista do Banshees, John McKay, deixou a banda e Robert
Smith assumiu o seu posto. Entre 1979 e 1981 Robert Smith
colaborou freqüentemente com os integrantes do Banshees.
No final de 1979, o The Cure lançou um single, "I'm
A Cult Hero", usando como nome da banda Cult Heroes.
Logo após o lançamento deste single, Dempsey
deixou a banda para se unir aos Associates. Dempsey foi substituído
por Simon Gallup no início de 1980. Na mesma época,
o The Cure contratou um tecladista, Matthieu Hartley. O segundo
álbum da banda, Senventeen Seconds, foi lançado
em meados de 80. A inclusão do tecladista aperfeiçoou
o som da banda, que se tornou mais experimental. Foi aí
que eles introduziram canções fúnebres,
lentas e tristes. Mas a banda ainda compunha músicas
pop, como o primeiro single de sucesso dessa época,
"A Forest", que alcançou o número
31 nas paradas inglesas. |
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Após
o lançamento de Seventeen Seconds, o The Cure começou
sua primeira turnê mundial. Logo após a turnê
pela Austrália, Matthieu Hartley deixou a banda, mas o
grupo decidiu continuar sem ele. Em 1981, eles lançaram
o terceiro álbum, Faith, que alcançou a posição
14 nas paradas com o single "Primary". O quarto álbum
do The Cure, o introspectivo Pornography, conquistou um público
ainda mais cult e entrou no Top Ten das paradas inglesas. Após
terminar a turnê Pornography, Simon Gallup saiu da banda
e Lol Tolhurst passou de baterista para tecladista. No final de
1982, o The Cure lançou um novo single, o dançante
"Let's Go To Bed".

Robert Smith dedicou a maior parte de seu tempo, no início
de 1983, ao Siouxsie & the Banshees, gravando o álbum
Hyaena e se apresentando como guitarrista da banda na turnê
desse mesmo álbum. Ainda neste ano, ele também formou
uma outra banda com o baixista dos Banshees, Steven Severin, chamada
Glove. O The Glove lançou seu único álbum,
Blue Sunshine, no final de 1983, Em meados deste mesmo ano, uma
nova versão do The Cure, agora formada por Smith, Tolhurst,
o baterista Andy Anderson e o baixista Phil Thornalley, gravou
um novo single, o divertido ""The Lovecats".
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Este
trabalho foi lançado em meados de 1983 e tornou-se
o maior hit da banda até então, conquistando
a sétima posição nas paradas. A nova
formação do The Cure lançou The Top,
em 1984.
Apesar de ter alcançado a posição 14
com a música "The Caterpillar", The Top seguia
a mesma linha de Pornography. Durante a turnê mundial
do álbum The Top, Anderson foi demitido da banda. No
início de 1985, logo após o término da
turnê, Thornalley deixou a banda. |
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O The Cure retornou às suas origens após a
partida dele, contratando o baterista Boris Williams, o
guitarrista Porl Thompson e o baixista Simon Gallup.
No final de 1985, a banda lançou seu sexto álbum,
The Head on the Door. Este álbum foi o mais conciso
e mais pop gravado pela banda, o que ajudou a levá-lo
ao Top Ten inglês e à posição
59 das paradas americanas.
Foi a primeira vez que a banda esteve entre as 100 mais
dos EUA. "In Between Days" e "Close To Me"
- ambas do álbum The Head on the Door - tornaram-se
hits freqüentes na Inglaterra, assim como no meio underground
e colegial dos Estados Unidos.
O The Cure seguiu o sucesso de The Head on the Door em 1986,
com a coletânea Standing On A Beach: The Singles.
Standing On A Beach alcançou a quarta posição
nas paradas inglesas, mas o mais importante foi que o The
Cure se estabeleceu como a principal banda cult nos EUA.
Em um ano o álbum alcançou a posição
48 e ganhou disco de ouro. Resumo da ópera: o Standing
On A Beach preparou terreno para o álbum duplo lançado
pelo The Cure em 1987, chamado Kiss Me, Kiss Me, Kiss Me.
Este álbum era eclético e virou um hit, entrando
com quatro singles nas paradas inglesas ("Why Can't
I Be You", "Catch", "Just Like Heaven"
e "Hot Hot Hot!!!").
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Pela
primeira vez a banda entrou no Top 40 americano com "Just
Like Heaven". Logo depois da turnê de lançamento
de Kiss Me, Kiss Me, Kiss Me, o The Cure deu uma parada nas
atividades para um descanso. Antes da banda recomeçar
seu trabalho com o novo álbum, no início de
1988, eles demitiram Lol Tolhurst, alegando que as relações
entre ele e o resto da banda não estariam legais. Tolhurst
logo contratou um advogado, alegando que seu papel na banda
era muito mais importante do que constava no contrato e, conseqüentemente,
ele merecia uma remuneração maior.
Nesse meio tempo, o The Cure substituiu Tolhurst pelo formador
e tecladista da banda Psychedelic Furs, Roger O'Donnell, gravando
seu oitavo álbum, Disintegration. Lançado em
meados de 1989, este álbum era muito mais melancólico
que o anterior, mas foi um sucesso imediato, alcançando
a terceira posição nas paradas inglesas e a
14ª nos EUA, além de ter originado uma série
de singles. Em meados de 1989, "Lullaby" tornou-se
o maior hit britânico da banda, alcançando a
quinta posição, Neste mesmo ano, a banda conquistou
o maior sucesso nos EUA, com a música "Lovesong",
que chegou à segunda posição nas paradas. |
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Na turnê de Disintegration, o The Cure começou
a tocar em grandes estádios nos Estados Unidos e
na Inglaterra. Em 1990, a banda lançou Mixed Up,
uma coletânea de remixes que trazia um novo single,
"Never Enough".
No final da turnê Disintegration, Roger O'Donnell
deixou a banda e o grupo o substituiu por Perry Bamonte.
Em meados de 1992, a banda lançou Wish. Assim como
Disintegration, Wish foi um sucesso imediato, conquistando
a primeira posição nas paradas inglesas e
a segunda nas americanas, com os hits "High" e
"Friday I'm In Love". O The Cure embarcou em uma
outra turnê internacional após o lançamento
de Wish. Um show, apresentado em Detroit, foi documentado
em um vídeo chamado Show e em dois álbuns,
Show e Paris. O vídeo e os álbuns foram lançados
em 1993.
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Porl
Thompson saiu da banda em 1993 para se juntar à banda
de Jimmy Page e Robert Plant. Após sua saída,
Roger O'Donnell voltou como tecladista e Perry Bamonte mudou
dos sintetizadores para a guitarra. Durante a maior parte
de 1993 e início de 1994, o The Cure foi processado
pelo então advogado de Lol Tolhurst.
Em 1994, após os acordos a favor da banda, o grupo
se reuniu para gravar seu próximo álbum, porém,
o baterista Boris Williams resolveu deixar a banda justamente
quando iriam começar as gravações. O
The Cure contratou um novo baterista através de anúncios
nos jornais de música da Inglaterra. |
Em meados de 1995, Jason Cooper tomou o posto de Williams. Durante
o ano de 1995, o The Cure gravou seu décimo álbum
em um estúdio próprio, dando uma pausa para se apresentar
em festivais de música europeus. O álbum, chamado
Wild Mood Swings, foi finalmente lançado em 1996. Uma segunda
coletânea de singles, Galore, de 1997, trazia a nova canção
"Wrong Number".
Bloodflowers foi lançado no início de 2000. Uma retrospectiva
do The Cure, chamada Greatest Hits, que incluía duas músicas
novas da banda, foi lançada em 2001.
A
permanente influência do The Cure ficou ainda mais evidente
ao som de bandas aclamadas como The Deftones, Sparta, AFI, Interpol,
The Rapture e muitos outros.
Tentanto juntar todas as pérolas perdidas desde os tempos
do selo Fiction e da Polydor, o The Cure lançou no começo
de 2004 uma fascinante caixa com 4 CDs, chamada Joint The Dots.
Nesta caixa estão raridades, lados B obscuros, remixes e
outras preciosidades desta grande banda. |
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É isso meus amigos. O The Cure está de volta pra
valer! Depois de esmagar o público no festival Coachella,
eles estão com tudo pronto para colocar sua mais nova turnê
mundial na estrada. Quem tem mais de 26 anos certamente se lembra
dos grandes sucessos dessa banda inglesa que tomou conta da década
de 80 e influenciou uma séria de bandas que estão
por aí até hoje. Quem ainda não era deste
planeta naqueles tempos e curte rock de primeira e com originalidade,
procure conhecer o som destes mestres exóticos e obscuros!
Em maio de 2004 o The Cure assinou um contrato para a produção
e lançamento de três novos discos, com a gravadora
Geffen Records.
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Como resultado desta volta triunfante do The Cure, temos o novo
álbum, simplesmente chamado de The Cure, que reúne
uma gama de estilos musicais variados, marcados por uma enorme intensidade
emocional.
Da abertura selvagem e arrebatadora com a música "Lost",
aos acordes finais da atmosférica e acústica "Going
Nowhere", a essência do The Cure está destilada
em cada faixa. Faixas como o primeiro single do disco "The
End Of The World", deixa claro que o The Cure está mais
The Cure do que nunca! O que faz deste álbum algo diferente
é que todos estes elementos musicais nunca foram colocados
juntos antes de forma tão fascinante como agora.

"Eu sempre imaginei que este é o jeito certo de se fazer
um disco", diz Robert Smith. "Nada se compara com o que
senti quando estávamos gravando este álbum".
Para divulgar o novo disco, a banda vai agora sair em nova turnê,
que está sendo chamada de Curiosa Festival 2004. Esta vai
contar com dois palcos, de acordo com o informado pela assessoria
de imprensa da banda. Os grupos Interpol, Rapture e Mogwai abrem
seus shows. O segundo palco terá um set de bandas variado,
com nomes como Muse, Thursday, Cursive, Melissa Auf Der Maur, Cooper
Temple Clause e Head Automatica.
O festival itinerante do The Cure tem data de largada marcada para
o dia 24 de julho, na cidade americana de West Palm Beach, terminando
em Los Angeles, no dia 27 de agosto. Por enquanto apenas datas nos
EUA foram anunciadas, mas a banda promete levar, o Curiosa Festival
para outros lugares do planeta. Quem sabe eles não pintam
por aqui?
Confira a seguir o roteiro dos primeiros shows do Curiosa Festival
2004:
24/07 - West Palm Beach, FL, 25/07 - Tampa, FL , 28/07 - Nashville,
TN, 29/07 - Atlanta, GA, 31/07 - New York, NY, 01/08 - Camden, NJ,
03/08 - Cincinnati, OH, 04/08 - Cleveland, OH, 07/08 - Boston, MA,
11/08 - Detroit, MI, 12/08 - Chicago, IL, 14/08 - Dallas, TX, 15/08
- Houston, TX, 17/08 - Denver, CO, 18/08 - Salt Lake City, UT e
27/08 - Los Angeles, CA.

Marcio Faveri - da redação
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