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Wendy O. Williams - Saudades do Plasmatics!
  Co-fundadora e "razão de ser" da banda Plasmatics, Wendy Orleans Williams, mais conhecida pelas suas danças de topless e seus filmes pornôs, já esteve no topo do rock com suas performances artísticas. As apresentações do Plasmatics podiam ser consideradas literalmente explosivas, pois Wendy no palco era certeza de show total. Foi ela quem surgiu com o tal penteado moicano que marcou época na cena rock/punk mundial e que continua sendo usado até hoje para incrementar o visual.
 


Wendy foi recrutada para o Plasmatics por Rob Swenson, para quem ela trabalhava em filmes pornôs e shows de sexo explícito na cidade de Nova York. Durante vinte anos, Swenson deixou de ser seu diretor para ser ser companheiro, mas eles nunca se casaram. Logo após o fim do Plasmatics, ela tentou uma carreira solo e lançou três álbuns (um deles produzido por Gene Simmons do Kiss) e se meteu a atuar em filmes e na televisão, mas sem sucesso. Ela voltou a se reunir com os integrantes do Plasmatics em 1987, para produzir "Maggots: The Album".
 
 
  Ela era totalmente exibicionista e não estava nem um pouco preocupada de se expor quase nua para o mundo. Mesmo não sendo uma bonequinha como Debby Harry (do Blondie), Wendy agitava muito nos shows do Plasmatics e levava a galera ao extase total.
 

Sempre considerei o primeiro álbum do Plasmatics, 'No Hope For The Wretched', um clássico absoluto, tanto que ele ficou entre os vinte melhores álbuns punks de todos os tempos (segundo a revista Billboard). Todo este exibicionismo tinha álgum tipo de caracterização psicológica, que infelizmente afetou a vida pessoal de Wendy. Como seria a posição dela, entre as mulheres, na história do rock? Wendy estava longe da poesia de Patti Smith, da meiguiçe de Debby Harry e da maturidade de Siouxsie, porém ela refletia perfeitamente a sociedade americana, só que neste caso o explorado virou explorador, destruindo os símbolos da ganância ocidental, com uma dose saudável de sexo.
 
 
 
 

Wendy deixou de ser famosa no final dos anos 80 e começou a promover o vegetarianismo e o consumo de alimentos saudáveis, tendo inclusive trabalhado numa cooperativa de alimentos naturais.
 
Ela e Swenson mudaram-se para Storrs, Connecticut (EUA), em 1995. No dia 7 de abril de 1998, Swenson voltou para casa e encontrou Wendy morta. Swenson encontrou na casa um pacote cheio de cartas que ela havia escrito. Nesse pacote havia também várias letras de músicas, algumas sementes e outros objetos pessoais. Por vários anos, Wendy sentiu que havia alcançado o auge de sua vida e que era difícil demais viver num mundo em decadência. Encurralada pela vida, Wendy cometeu suicídio com um tiro na cabeça. Quando morreu, Wendy tinha apenas 48 anos de idade.  

Marcio Faveri - da redação

Arte - Paulo Vinicius

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