Músicos em
Destaque
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Como
um primitivo dedicado, Young está constantemente provando que
a simplicidade nem sempre é simples.
Quando
criança, Young mudou-se com sua mãe para Winnipeg, Canadá, após
ela ter se divorciado de seu pai, um famoso jornalista esportivo.
Ele tocou em vária bandas de colégio, inclusive na Esquires, Stardusters
e Squires. Também começou se apresentando em bares populares,
onde ele conheceu Stephen Stills e Joni Mitchell, que escreveu
"The Circle Game" para Young, após ouvir "Sugar Mountains".
Em
meados dos anos sessenta, Young mudou-se para Toronto (Canadá),
onde ele iniciou sua carreira solo. Em 1966, Neil e o baixista
Bruce Palmer formaram o Mynah Birds, que também tinha como integrante
Rick James e fechou contrato com a Motown Records. Após o fracasso,
ele e Palmer seguiram para Los Angeles no Pontiac modelo funerária
de Neil Young.Young e Palmer foram atrás de Stills e um outro
amigo dos dois, chamado Richie Furay, para formar a banda Buffalo
Springfield, uma das mais importantes da geração rock-country-folk.
Então, eles gravaram "Broken Arrow", "I Am a Child", "Mr. Soul"
e "Nowadays Clancy Can't Even Sing" do próprio Young.
Porém
os atritos aumentou: Young deixou a banda, voltou e saiu várias
vezes e, em maio de 1968, após ter gravado três álbuns, a banda
acabou.
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Young
contratou o empresário de Joni Mitchell, Eliot Roberts,
e lançou seu primeiro LP solo em janeiro de 1969, que foi
co-produzido por Jack Nitzche. Quase na mesma época, Young
começou a tocar com uma banda chamada Rockets que mais tarde,
passou a chamar Crazy Horse, tendo Ralph Molina como baterista,
Billy Talbot como baixista e Danny Whitten na guirtarra.
Young gravou Everybody Knows This Is Nowhere (1969) em duas
semanas. O álbum trazia três músicas bastante famosas de
Young: "Cinnamon Girl", "Down by the River" e "Cowgirl in
the Sand" que , mais tarde, Young revelou que elas foram
escritas em um dia, quando ele estava com uma forte gripe.
O álbum ganhou disco de ouro (e mais tarde de platina),
mas Young decidiu dividir seu tempo entre a Crazy Horse
e Crosby, Stills and Nash, que ele tinha formado em junho.
Em março de 1970, ele entrou de cabeça no álbum Deja Vu
da CSN&Y (Crosby, Stills, Nash e Young).
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O
terceiro solo de Young, After the Gold Rush (1970), trazia os
caras da Crazy Horse e o guitarrista de 17 anos de idade, Nils
Lofgren. Este álbum estourou com o single "Only Love Can Break
Your Heart" (1970), revelando mais uma vez o talento de Young.
Harvest (1972), que alcançou primeira posição das paradas americanas
com a música "Heart of Gold", fez do cantor/compositor uma estrela.
Após
o lançamento do álbum ao vivo, Four Way Street, em 1971, a CSN&Y
acabou. Em 1972, Young produziu um filme para o cinema, chamado
Journey Through the Past. O filme e sua trilha sonora foram bastante
comentados pelos críticos. Times Fade Away (1973) veio para confundir
os fãs de Young, pois foi um álbum ao vivo inacabado, gravado
com o Stray Gators, que tinha Nitzsche (teclado), Ben Keith (guitarra),
Tim Drummond (baixo) e John Barbata (bateria).
Em
junho de 1975, Young lançou um álbum triste e dissonante, chamado
Tonight's the Night, que havia sido gravado dois anos antes. O
estilo dark deste álbum refletia o estado emocional de Young,
após as mortes por droga de Danny Whitten do Crazy Horse em 1972
e Bruce Berry, companheiro de CSN&Y, em 1973.
Em novembro de 1975, Young lançou seu álbum mais pesado, Zuma,
um trabalho emocionalmente profundo, que incluía a música paulera
"Cortex the Killer". Agora, o Crazy Horse era composto por Talbot,
Molina e Frank Sampedro (guitarra rítmica). Em 1976, Young gravou
Long May You Run com Stills, que ganhou disco de ouro. Ele e Stills
iniciaram uma turnê, mas Young desistiu no meio do caminho.
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Em
junho de 1977, Young retornava ao seu estilo próprio com o
álbum American Stars 'n Bars, com Linda Rondstadt fazendo
backing vocal junto com a recém-chegada Nicolette Larson.
Decade foi cuidadosamente selecionado, mas não totalmente
centrado numa coletânea. Comes a Time, (1978) agradou o público
e conquistou disco de ouro.
Em meados de 1978, Young fez uma turnê chamada Rust Never
Sleeps, onde ele tocava músicas velhas e novas, apresentando-se
sozinho, tocando piano e guitarra numa metade do show e com
o Crazy Horse na outra, em meio a enormes dirtorções de microfones
e alto-falantes. A reação a mudança repentina de Young era
bastante sutil. |
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Em
junho de 1979, ele lançou Rust Never Sleeps, com músicas que seriam
tocadas em turnê, inclusive "Out of the Blue", dedicada a Johnny
Rotten e ao Sex Pistols. Este álbum também era marcado pelas músicas
"Sedan Delivery" e "Powderfinger", que certa vez Young ofereceu
à Lynyrd Skynyrd, apesar deles nunca as terem gravado. (Em 1974,
Skynyrd escreveu "Sweet Home Alabama" como uma resposta à música
"Southern Man" de Young). Em 1979, Young lançou o disco de ouro
Live Rust, que saiu em 1978 e virou trilha sonora de um filme
da turnê (dirigido por Young), chamado Rust Never Sleeps.
Os anos oitenta foram particularmente estranhos para Young, apesar
de seu estilo imprevisível. Pouco antes da semana das eleições
presidenciais americanas de 1980, ele lançou Hawks and Doves,
um álbum enigmático, que trazia partes acústicas de um lado e
músicas country lentas do outro.
Exatamente
um ano depois, ele lançou Reactor, um LP repleto de rock pesado
que, por causa do título, parecia ter alguma coisa a ver com bomba
nuclear. Em 1982, ele mudou-se para a gravadora Geffen e lançou
Trans, que apresentava Young como "Neil 2". Ele sintetizou sua
voz e cantou músicas como "Sample and Hold". Ele fez turnês como
cantor solo quando o álbum foi lançado, cantando suas músicas
mais pedidas e utilizou um enorme telão atraz do palco para poder
dar efeito à sua voz sintetizada do Trans.
As
turnês de Young ficaram mais interessantes com o Everybody's Rockin',
um álbum estilo rockabilly gravado e apresentado com um grupo
que ele chamava de Shocking Pinks. Este trabalho começou a cair
de posição nas paradas. Old Ways foi um álbum country que teve
a colaboração de Willie Nelson e Waylon Jennings. Landing on Water
combinava a música New Wave sintetizada com o rock padrão. Já
Life, reunia Young com o Crazy Horse em apresentações completamente
sem graça. Após sua desastroza relação com a Geffen - a qual lhe
deu um prejuízo de 3 milhões de dólares por fazer música "sem
graça" e não comercial - Young voltou à sua gravadora inicial,
para gravar This Note's for You, um álbum baseado no R&B (rythym
and blues), que foi gravado com uma outra banda chamada Bluenotes.
(O clipe deste álbum atacava os roqueiros que permitiam que suas
músicas fossem utilizadas em comerciais de TV e que já haviam
sido banalizadas pela MTV, apesar de ele ter ganho o prêmio da
Video Music Awards de Melhor Videoclipe do Ano).
Em
1987, após ter aparecido com seus velhos companheiros na CSN,
em apoio ao Greenpeace, Young conseguiu reunir o grupo CSN&Y novamente
para o lançamento do álbum American Dream (1989).
Exceto o Freedom de 1989, nenhum dos álbuns dos anos oitenta de
Young foi especialmente bem recebido pelo público fiel do artista,
embora alguns - como o Trans - tivessem conquistado o interesse
dos críticos. A maioria das letras dessa época mostrava claramente
um deslize de Neil Young. Porém, houve momentos na vida pessoal
de Young que chegaram a atrapalhar suas idéias excêntricas.
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Em
1978, seu segundo filho, Ben, que ele teve com sua esposa
Pegi, teve uma paralisia cerebral (em 1972, ele teve seu primeiro
filho, Zeke, com a atriz Carrie Snodgress, que apresentava
um leve distúrbio). Mais tarde, em 1992, numa entrevista com
o New York Times, Young declarou que os anos oitenta era um
reflexo de sua frustração por não poder se comunicar com Ben:
"Trans significou o final de uma era de som e o início de
outra, onde eu era indecifrável e ninguém conseguia entender
o que eu estava dizendo."
As atividades extra-musicais de Young durante os anos 80 eram
tão imprevisíveis quanto seus álbuns. Em 1984, para espanto
de seus fãs, ele discursou em favor de Ronald Regan. Ele também
participou do Live Aid em 1985 e ajudou a organizar os shows
em benefício da Farm Aid. Em 1986, Young e sua esposa ingressaram
na Bridge Schools em São Francisco, um centro de aprendizado
para crianças com problema de comunicação. Em 1989, um grupo
de roqueiros alternativos, incluindo o Sonic Youth, Pixies
e Dinosaur, Jr., participaram do The Bridge: A Tribute to
Neil Young, cuja renda foi destinada à escola. (Young também
organizava shows beneficentes anuais para esta escola, nos
quais um grande número de artistas participava).
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Aclamado
por uma nova geração de músicos pós-punks como o Vovô do Grunge,
Young teve sua volta marcada no início de 1989 com Freedom, sua
mais alta posição nas paradas desde Trans. Ele tocou seu single
"Rockin' in the Free World" numa atribulada apresentação em 1989,
chamada "Saturday Night Live". Então, Young reuniu o Crazy Horse
para o Ragged Glory (1990), um álbum com críticas e elogios. Com
um hard rock sem tempero e todo distorcido, o álbum trazia a extensa
influência de Young sobre as novas bandas rocks alternativas,
tais como Dinosaur, Jr. e Soul Asylum.
Em 1991, ele entrou na onda da nova geração de bandas e caiu na
estrada com os roqueiros barulhentos do Sonic Youth e do Social
Distortion. Essas turnês foram documentadas no Weld (cujo acompanhamento
instrumental de 35 minutos do Arc, foi considerado extenso e barulhento
demais). Young também começou a curtir rap, principalmente o som
de Ice-T.
Harvest Moon (1992), que reunia ele com os integrantes do Stray
Gators, trazia Young fazendo seus sons acústicos sentimentais.
O resultado foi que Harvest foi o álbum mais vendido dos últimos
13 anos. Em 1992, Young apareceu na festa de aniversário dos 50
anos de Bob Dylan, tocando "Just Like Tom Thumb's Blues" e "All
Along the Watchtower" do próprio Dylan.
Em 1993, lançou Lucky Thirteen que reunia o material da gravadora
Geffen e dele mesmo e também Unplugged, um documentário de sua
vida com apresentações acústicas que ele fez após o lançamento
de Harvest Moon.
Em 1994, Young colaborou na trilha sonora do filme Philadelphia
de Jonathan Demme, que ganhou um Oscar. Ele também lançou Sleeps
with Angels (1994), seu álbum mais forte, consistente e bem elogiado
desde Rust Never Sleeps. Após apresentar-se várias vezes com o
Pearl Jam em 1995, Young participou do álbum Mirror Ball da banda,
lançado em meados de 1995.
Em 2001, Neil Young se apresentou no Rock in Rio 3. O dinossauro
do rock, com pinta de peão de boiadeiro, fechou a noite do segundo
Sábado de Rock in Rio, ao lado de sua inseparável banda, Crazy
Horse, que o acompanha há mais de 30 anos.
Famoso pela perfeição nas letras e nos acordes, mas principalmente
pela simplicidade como se veste e comporta, o símbolo de uma geração
entoou sucessos como o hino "Hey Hey, My my", mostrando que mesmo
aos 54 anos, ele continua sabendo muito ben como agradar sua platéia.
Tudo bem que o show foi meio massante nos primeiros 30 minutos,
com intermináveis solos de guitarra embalados por Neil, mas o
veterano de Woodstock, considerado por muitos como o que há de
mais puro em termos de rock`n`roll, deu um show que talvez tenha
sido um dos mais esperados por milhares de pessoas que estiveram
no Rock in Rio e que aguardaram por aquele momento a vida toda.
Pessoas que sempre curtiram as viagens de Neil Young e se influenciaram
com elas. Percebemos também a presença na platéia de muitos integrantes
de bandas brasileiras e roqueiros das antigas, pagando reverência
ao ídolo que atravessa o tempo, como a agulha que fura a pele
grossa daquele roqueiro de Woodstock., conduzindo o que ele mais
necessita, o rock.
Falando em droga, não em rock, Neil Young já experimentou de tudo,
não em termos de droga, pois isso eu nào sei e nem quero saber,
mas em termos de música. Ele já fez jazz, música eletrônica, bossa
nova, fusion e experimental. Cada disco do cara é completamente
diferente do outro. Talvez por isso o excesso de solos e de viagens
nas músicas apresentadas no Rock in Rio.
Destaque da noite foi quando eles tocaram a clássica "Like a Hurricane".
A mão de Neil sangrava muito, não pelo esforço, mas pela corda
de sua guitarra que quebrou e deu um tom ainda mais cult à apresentação
do cara.
Quando todos pensavam que o show estava acabado, nada disso, eles
voltam para o bis e mais solos intermináveis. Poucos seres vivos
nascidos no Brasil e fãs de Neil chegaram algum dia a imaginar
vê-lo tocando em terras tupiniquins. Isto prova que alguns sonhos
às vezes se realizam!
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