Músicos em
Destaque
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A
alma do The Who!
A importância musical do grupo The Who não foi a mesma após
a morte de Keith Moon. O grupo The Who surgiu na década
de 60, em Londres. Sua formação original era composta por
Roger Harry Daltry, (vocal), John Alec Entwistle (baixo),
Peter Dennis Blandford Townshened (guitarra)e Keith John
Moon (bateria).
Em 1965, com o primeiro hit "I Can't Explain",
o conjunto foi contratado pela gravadora Decca. O disco
"My Genearation" foi lançado no ano seguinte e
chegou ao 2º lugar na Inglaterra.
A canção "I hope I die before I get older", ficou
conhecida como o "hino" da geração "Mod",
que era caracterizada na Inglaterra dos anos 60, por rapazes
da classe média que gastavam dinheiro com roupas de grife
e escutavam blues americano.
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A
mensagem principal do conjunto foi enaltecer amores, criar um pensamento
reflexivo e revoltado da juventude dos anos 70 e 80. Com o próximo
trabalho da banda, "A Quick One", os músicos conquistaram
muitos fãs por misturar rock e ópera. Mas eles ainda não eram conhecidos
fora da Europa.
O sucesso internacional apareceu com o disco duplo "Tommy",
que transformou os músicos em verdadeiros "rock stars",
com a ajuda da imprensa que os elegeu uma das melhores promessas
do rock/pop da época.
O reconhecimento musical do the Who estava consolidado. A participação
dos artistas no evento "Woodstock", ocorrido em 1969 nos
Estados Unidos, os firmou no mercado americano. |
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Em 1970 , veio o disco "Live at Leeds", seguido
pelo trabalho "Who's Next". Após dois anos de excursões
internacionais e entrevistas, chega o "Quadrophenia",
de 1973.
"Who By Numbers", de 1975, foi lançado em uma época
na qual o The Who já era considerada a banda de rock mais
alta do mundo, em suas apresentações ao vivo. O disco "Who
Are You" foi o último no qual o baterista Keith Moon
participou. |
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Mas
quem era mesmo este tal Keith Moon...
Nascido no dia 23 de agosto de 1947 em Londres, ele foi para muitos
fãs e críticos de música, a "alma" do the Who. Moon destruiu
em sua vida, mais baterias do que a maioria dos músicos tem a oportunidade
de tocar. Sua forma "selvagem" de atacar o instrumento,
fez com que ele fosse considerado um dos melhores bateristas do
mundo na história do rock e um dos mais fascinantes de se escutar. |
Seu
jeito de tocar fugia da forma convencional e seu talento foram
perpetuados através de canções como "The Ox" (1965), "I Can
See For Miles" (1967) and "Won't Get Fooled Again" (1971)
, como também aconteceu com suas composições mais marcantes
dentro do conjunto, como "I Need You", "Waspman", "Cobwebs
And Strange" e Tommy's Holiday Camp".
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| Paralelamente
ao sucesso do grupo, Moon enfrentava constante problemas financeiros.
Em muitas cidades americanas, a destruição dos hotéis gerava um
"convite"’ para sair do estado. |
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Seu
jeito lunático, selvagem, maníaco e espontâneo o transformou
em um ícone, representante de uma vida marcada pela bebida
excessiva, festas e outras características que provavelmente
representaram a mente da juventude e também a característica
mais fiel do rock and roll daquela época.
Nesse
sentido, ele era muito mais do que um simples integrante
do The Who, mais do que a mente de Townshend, ou o coração
de Roger Daltrew, ele se destacava no conjunto de uma forma
completamente especial.
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A
importância de Moon para a música era similar à de Brian Jones para
o Rolling Stones. Jones com o seu talento e com o abuso dele, conseguiu
através de seu dom e de sua personalidade "única", levantar
os Stones. Keith fez o mesmo com o The Who, pois acima do nível
de outros bateristas que eram influenciados pelo blues, ele fez
de sua imagem e do seu jeito exclusivo de tocar, uma distinção.
Quando Jones deixou os Stones para morrer algumas semanas depois,
o grupo continuou fazendo sucesso, mas não era mais a mesma banda,
a "mágica" já havia sido perdida. Quando Moon deixou de
fazer parte do The Who, essa química que funcionava tão bem na composição
e apresentação ao vivo dos artistas, jamais conseguiu ser a mesma
sem ele. |
| Ele
participou ocasionalmente dos discos de outras pessoas, mas
só teve um álbum solo de sua autoria, chamado "Two Sides
of the Moon". O trabalho não foi levado muito à sério
naquela época, mas recentemente a gravadora demonstra ter
captado a "essência" da natureza e da musicalidade
de Keith Moon. Ele revelou no seu trabalho, um "mix"
de inocência dos anos 60 com a rebeldia de uma juventude que
sempre tinha algo de novo e importante a dizer, no qual as
músicas falam por si. |
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Ele
faleceu no dia 7 de setembro de 1978, por conta do uso abusivo de
remédios para dormir. Nesse período, ele tentava se recuperar do
alcoolismo através de tratamento específico.
A banda não se dissolveu com a morte de Moon e o disco "The
Kids Are Allright", apresentava o novo baterista Kenney Jones,
ao mundo. |
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Em
1981 , o The Who coloca "Faces Dances" nas paradas
com a música "The Quiet One" e no ano seguinte,
o último álbum oficial do grupo,"It’s hard" chega
às lojas.
Na "despedida" oficial do conjunto, houve uma turnê
nos Estados Unidos e no Canadá, que de tão bem recebida, originou
o CD ao vivo "Who's Last" e o vídeo "Who Rocks
America". |
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| Os
músicos ainda se reúnem por ocasião de eventos beneficientes. A
tour pela América que comemorou "25 anos de Tommy" em
1989, originou o álbum ao vivo, "Join Together". Em 1993,
Tommy abre uma temporada de sucesso na Broadway e na sequência,
sai o trabalho de Pete, o disco "Psychoderelict". Em 1996,
o trio remanescente apresenta a ópera "Quadrophenia". |
| Townshend
tem sido o "ex- the who" que conseguiu mais sucesso
através da carreira solo . Uma parada cardíaca provocada pelo
consumo de cocaína levou o baixista John Alec Entwistle, no
dia 27 de junho passado. Com a perda des duas grandes expressões
do The Who, resta aos fãs do grupo relembrar as músicas de
uma banda que fez história, influenciou e transformou mais
de uma geração. |
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Mesmo
porque dificilmente o conjunto conseguirá se reerguer, com a mesma
qualidade musical que tinha ao lado de Moon e de Entwistle, independente
de excursões esporádicas ou de algum lançamento no mundo fonográfico.
colaborou neste especial: Cláudia Skobelkin
Arte:
Paulo Vinicius
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