Entrevista Clube das Mulheres
28/04/2001 - Rádio Brasil 2000 FM - São Paulo - SP

O Portal do Rock esteve na sede da Rádio Brasil 2000 FM (107,3), uma das melhores rádios rock do Brasil, localizada na cidade de São Paulo, para uma entrevista exclusiva com a equipe do Clube das Mulheres, programa que vai ao ar de Segunda à Sexta-feira, das 7 às 10 horas da manhã.

A equipe do programa é formada pela bela e simpática apresentadora Fabiana e sua fiel assistente Pikachu, que segundo ela mesmo diz: "Pikinha para os íntimos e Pika para o pessoal que dá as informações sobre o trânsito da cidade". Pikachu é a personagem misteriosa do programa, revelada pela primeira vez nesta entrevista.
  Também batemos um papo com o Dr. Isaac Efrain, que responde às perguntas dos ouvintes e aborda temas polêmicos no quadro do programa, que se chama Alta Ansiedade e que vai ao ar de Segunda à Sexta-feira, às 9 horas da manhã.

O Clube das Mulheres é um grande sucesso do rádio de São Paulo e merece nossos parabéns. O que rolou na entrevista, vocês conferem agora, na íntegra.
 
 
 
 
 

FABI

PORTAL: Como está o clube das mulheres sem a Marcela, o que a fez sair e por onde ela anda?

FABI: Agora eu acho que o clube das mulheres já está com uma cara nova. Quando a Má saiu, eu fiquei meio mau, insegura, porque a gente já estava acostumada a fazer em dupla. É engraçado, mas quando você está em duas uma segura a onda da outra. Se uma está cansada a outra leva o programa e vice-versa. A coordenação da rádio mudou completamente e acharam melhor que ficasse só uma no Clube das Mulheres e acabou ficando eu mesma. E, agora, depois de dois meses eu acho que ela vai para a Rádio Transamérica. Deve fazer produção e provavelmente locução também. A princípio acho que é produção e depois locução, não sei, nem ela sabe direito.

PORTAL: Como vocês estão sentindo a audiência do programa depois das mudanças? Aumentou ou diminuiu?

FABI: Eu acho que aumentou um pouco, não foi muito não, mas aumentou e não diminuiu. Só está crescendo cada vez mais. Está chegando um público diferente que nunca tinha ouvido a rádio, mais mulheres estão chegando na Brasil 2000, o clube também é um chamariz para essa mulherada, o próprio quadro Alta Ansiedade também. Está aumentando gradativamente.

PORTAL: Vocês sofrem algum tipo de censura dentro da rádio ou têm liberdade total para abordar qualquer assunto?

FABI: A gente está pegando mais leve nos assuntos agora. Antes a gente não tinha nenhuma censura. Digamos que agora a gente está pegando um pouquinho mais leve nos assuntos cabeludos. Somos nós que fazemos a escolha dos assuntos, ou seja, eu, a Pikachu, a Priscila da produção e o Dr. Isaac. Praticamente o Dr. Isaac cria todos os temas dele.

PORTAL: Como é acordar todo dia bem cedo e ter que passar otimismo e bom humor para a galera?

FABI: Eu acho que acordar cedo para fazer o que você gosta é maravilhoso. Eu já estou super acostumada a dormir poucas horas, sair pra balada e vir trabalhar cedinho. Faz parte da vida. Eu gosto de passar uma boa energia. Eu acordo 6h30, moro aqui perto, levanto escovo os dentes, me troco e venho. Chego aqui tipo cinco para as sete, três para as sete todos os dias!

 
 
 
 
 
 


PORTAL: Vocês poderiam nos dizer realmente o que rolou na saída do Tatola e do Maia (ex-locutores) da Brasil 2000? A gente recebe muitos e-mails perguntando se sabemos alguma coisa...

FABI: Eu prefiro não falar. Não é a minha área. Adoro os dois, a gente tem um enorme carinho por eles. Se eu conquistei alguma coisa, se estou aqui até hoje, é por causa deles mesmo. Eu entrei na Brasil quando só era o Maia, depois veio o Tatola, agora está o Lélio. Eu tenho uma boa relação com todos, com o Tatola, com o Maia e adoro o Lélio, nosso coordenador. Ele é muito gente boa, eu estou muito feliz de estar trabalhando com ele.

PORTAL: O que deveria mudar no rock brasileiro e na cena rock brasileira (gravadoras, rádios, casas noturnas)?

FABI: O rock brasileiro para mim é o rock mais engajado, aquele que foi feito nos anos 80. Nos anos 90 o rock brasileiro deixou muito a desejar, porque começou com aquela coisa mais brincalhona, as letras passaram a ser mais brincadeira do que ter contundência mesmo. Eu acho que deveria haver mais espaço para as bandas que estão aí jogadas, tais como Júpiter Apple, que é uma banda que eu adoro, que deveria estar tocando em rádio e que tem mais abertura. Tem muitas bandas legais que estão por aí e ninguém está dando bola. Para mim, a melhor banda do rock nacional dos anos 90 é O Rappa, porque eles mostram esse rock engajado, bem feito e principalmente com boas letras, com poesia e mensagens legais. Eles fazem com que o rock não seja apenas uma brincadeirinha de três acordes.

PORTAL: A galera pode aguardar mais novidades no programa?

FABI: Provavelmente. Acho que ele está ficando com uma cara nova. Agora, no programa, a gente mudou a cara do DDO (discagem direta do ouvinte), onde só entra as meninas. Então a gente assumiu a posição do "Clube da Luluzinha". Eu acho que muitas coisas engraçadas ainda estão para acontecer, as entrevistas vão continuar, etc.. Essa semana o Bozo (palhaço) veio aí e foi o maior sucesso, o pessoal adorou. Vamos começar a aprimorar o conteúdo do programa e como sempre a mulherada vai predominar, principalmente no DDO. A Pikachu vai começar a fazer mais aparições. A gente vai abrindo aos poucos. O programa se desenvolve muito ao vivo, então, cada dia pode acontecer alguma coisa diferente.

PORTAL: Vocês querem dar algum toque para a galera do Portal?

FABI: Eu quero agradecer o carinho dos ouvintes. Faz uma ano e meio que o clube das mulheres está no ar, já passou por mudanças, mas eu acho que a audiência continua tão legal quanto, cada vez melhorando. Eu sinto que a gente tem um público que eu considero muito e que considera essa brincadeira toda do Clube como amizade mesmo. Amigos íntimos, que ligam o rádio, dão bom dia, "fala aí Fabi", etc.. A gente também considera vocês como amigos do mesmo jeito que vocês nos consideram. Se não fosse pelos nossos ouvintes o programa não seria do jeito que é e eu não teria todo esse prazer de fazer rádio desta forma que faço.

DR. ISAAC

PORTAL: O que você acha do trio "sexo, drogas e rock and roll"? Existiria um trio que poderia ser melhor que esse e também fizesse a cabeça da galera?

DR. ISSAC: "Sexo, drogas e rock and roll" é o grande ícone dos anos 60, é um movimento de revolução do mundo que está impulsionando a modernidade e eu acho que não tem nada melhor do que isso, todos são importantes, todos foram fundamentais, são fundamentais e a gente deve continuar de uma certa forma atrelado a eles.

PORTAL: Vc acha que os jovens de hoje sabem o que querem ou ainda são muito influenciados pela mídia?

DR. ISAAC: Muito, muito influenciados. Infelizmente, nós não vivemos num momento de convicção, a meninada está perdida e a gente está aqui na rádio para ver se dá uma orientada, uma ajudada. Mas infelizmente, a cabeça da moçada está muito avoada.

PORTAL: Você acha que o fato de uma pessoa curtir rock tem alguma coisa a ver com a personalidade da pessoa ou é somente uma preferência musical?

DR. ISAAC: Não, eu acho que têm as duas coisas, tem a preferência musical e tem uma personalidade forte, afirmativa, aquela necessidade de estar colocando alguma coisa para fora de uma maneira intensa.

PORTAL: Como está sendo lidar com a audiência do programa? Você acha que as dúvidas que eles têm são pertinentes ou sai mais besteira?

DR. ISAAC: Eu não sei bem o que é lidar com a audiência do programa. Eu venho aqui e converso com o pessoal, basicamente é isso. Gosto de conversar e gosto quando o papo é inteligente. A questão do programa não é questão de dúvida, as pessoas não ligam porque têm dúvida. A gente conversa com o povo e tenta mostrar para eles como é que funciona a cabeça.

  PORTAL: Algum recado para a galera que curte o Portal do Rock?

DR. ISAAC
: Querer interferir menos, prestar mais atenção, ser menos apressado, ter a cabeça no lugar e saber de verdade o que quer.
 
 
 
 
PIKACHU

PORTAL: Como foi que você veio parar na rádio e o que você está achando de trabalhar no programa junto com a Fabi?

PIKACHU: Bom, eu já trabalhei em duas emissoras antes da Brasil 2000. Na primeira emissora foi onde eu ganhei o apelido de Pikachu, por causa da minha voz. Da primeira emissora eu fui para uma outra emissora e da outra emissora eu vim para cá. Eu estou aqui desde o dia 8 de janeiro estou adorando, amo trabalhar aqui. É uma experiência nova, é a primeira rádio rock que eu trabalho, as outras tinham uma segmentação diferente. Está sendo muito bom, muito bom mesmo!

PORTAL: Você tem recebido várias cantadas? Já tem namorado ou os pretendentes podem mandar cartas com fotos para você?

PIKACHU: Telefonista de rádio recebe muitas cantadas. Eu não sei as outras, mas para mim é impressionante. É e-mail, é fax, é telefone, mas ninguém aparece! Se você souber de alguém, eu estou sem namorado, não que eu esteja te cantando, não é isso.

PORTAL: Novamente sobre os fãs engraçadinhos, você têm alguma preferência quanto as características de quem poderia ser seu futuro namorado?

PIKACHU: A Fabi até sabe, eu gosto de homens mais velhos, maduros, inteligentes, educados e acima de tudo fiéis, tem que ser fiel! O último que eu gostei não era muito bonito. Pode ser pobre, pois eu não tenho nada contra. Tem que ter química, eu tenho que gostar, mas eu acho que é uma relação meio complicada eu me apaixonar por um ouvinte, porque ele me vê como Pikachu e não como Priscila, meu nome verdadeiro é Priscila. Então, eles me vêem como personagem, na verdade eu sou uma personagem, eu faço um tipinho, entendeu? Eu tenho 21 anos, não parece né? Eu ganhei o apelido de Pikachu por causa da voz.

PORTAL:
Mas alguma coisa que você gostaria de dizer?

PIKACHU: Eu gostaria de agradecer aos fãs, à Fabi, ao pessoal da rádio, ao meu coordenador Lélio. Eu estou chegando agora e eu fui bem recebida, eu estou adorando trabalhar aqui. O que eu puder fazer para rádio ir para cima, nós estamos aí. Somos uma equipe.

E-mails para Pikachu e para o Clube das Mulheres podem ser enviados para
clubedasmulheres@brasil2000.com.br



Marcio Faveri - da redação