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Entrevista
Exclusiva com The Exploited
S.
Paulo - 30.10.2000
Formação Atual:
Wattie: Vocal
Willie: Bateria
Robbie: Guitarra
Mike: Baixo
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O
Portal do Rock, mais uma vez à frente dos grandes acontecimentos
do mundo do rock, se encontrou com a banda escocesa - The Exploited,
cuja história se confunde com a própria história do movimento
punk, para uma entrevista exclusiva e polêmica, respondida inteiramente
pelo vocalista e líder da banda - Wattie Buchan.
O
Exploited está fazendo shows nos Brasil em novembro, tocando
nas cidades de Curitiba e São Paulo (maiores detalhes em Shows).
Portal: Qual a principal diferença entre o Exploited
da época do álbum "Punk´s not Dead" (álbum de estréia)
e o Exploited de "Beat the Bastards" (último álbum)?
Wattie: Nenhuma, ainda temos os mesmos pensamentos, ideologias,
revoltas e atitudes. Nosso som pode ter mudado sim, pois também
somos músicos e queremos evoluir. Mas a banda do final da década
de 70 tem a mesma finalidade da banda de hoje, ou seja, revolucionar
e tentar mudar as coisas com um som agressivo e caótico, aliado
a letras engajadas e conscientes.
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O punk não pode ficar fazendo o mesmo som a vida toda, senão fica
muito monótono. Queremos que o dinheiro se foda, não damos a mínima
para a grana e para o que as gravadoras pensam. Temos nosso som,
nossa atitude e nosso público. Para nós a música é mais importante
que o dinheiro. Existem várias bandas que aceitam o que as gravadoras
falam e lançam novos CDs a cada seis meses. Mas estes trabalhos
vêm até o público sem nenhuma mensagem e sem nenhuma novidade. Nós
estamos há 2 anos trabalhando em um novo CD e já deixamos de cumprir
os prazos com a gravadora pois achamos que o novo trabalho ainda
não está do jeito que queremos. Vamos demorar mais um ano se for
necessário. Nos preocupamos muito com a qualidade e algumas bandas
não estão nem aí para isso. |
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Este
som eletrônico que eu curto não é o techno comercial. É
um som conhecido na Europa como extreme violent (violento
ao extremo).
Portal:
Quais bandas brasileiras vocês mais curtem e o que vocês
mais gostam no Brasil?
Wattie: Nós curtimos as bandas Okotô e Ratos de Porão
que são bandas amigas - e só. O que mais gosto no Brasil
é simplesmente o fato de estar aqui entre amigos e tocar
para nosso público, que curte nosso som.
Portal: Vocês acham que a violência é uma forma de
mudar o mundo?
Wattie: Sim, achamos, definitivamente. Mas não a
violência grátis, violência apenas por violência. Acreditamos
na violência contra o opressor, violência contra aqueles
que fodem o povo. Por exemplo, na Ioguslávia as pessoas
se revoltaram violentamente contra o governo. Este tipo
de violência eu apoio e acredito que possa mudar alguma
coisa. Mas eu não concordo com o fascismo e com radicalismos
de qualquer espécie. O fascismo é uma grande merda!
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Marcio
Faveri (Portal do Rock) e o disco que tem desde 86, devidamente
autografado
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Portal:
O que vocês acham da situação do mundo atual. Vocês acretitam
que existe futuro para a humanidade ou vocês, assim como Johnny
Rotten (ex-Sex Pistols), não têm perspectivas de futuro?
Wattie: Existem muita corrupção no mundo e isso é que
me faz desacreditar no futuro. As pessoas do poder não irão
desistir facilmente. Mas não devemos esperar nada, temos que
lutar sem medo e com violência contra o sistema, contra o
poder!
Marcio Faveri - da Redação
Veja
mais sobre o The Exploited |
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