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Entrevista
Coletiva
Joe
Satriani
Loja Made In Brazil - São Paulo -
SP -05/12/2004
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A tarde de autógrafos com o guitarrista
Joe Satriani aconteceu na loja de instrumentos musicais Made In
Brazil, no bairro de Moema, em São Paulo, numa chuvosa
tarde de domingo. Satriani chegou às 15h e ficou pouco
mais de uma hora. Os autógrafos foram rápidos e
os fãs puderam conhecer de perto o ídolo, além
de ganhar autógrafos e tirar fotos.

Na longa fila que se formou dentro da loja, muitos admiradores
carregavam suas guitarras para serem "abençoadas"
por Satch, que vestia mesma roupa do show da noite anterior: calça
jeans, tênis Nike, camiseta de algodão, óculos
escuros e boné. "Esses óculos são para
evitar o contato visual?". "Não", respondeu
com um sorriso cínico...
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Seu domingo estava atribulado: depois desse encontro, o
músico ainda deveria se apresentar no Credicard Hall,
com mais uma escala na escola de música EM&T,
para mais autógrafos.
A entrevista foi tão rápida quanto os dedos
do guitarrista: em cerca de 10 minutos, Satriani falou sobre
seu álbum mais recente "Is There Love In Space"
e também contou um pouco sobre o G3, motivo pelo
qual o músico visitou a América do Sul.
Nessa versão da turnê, Satriani veio acompanhado
de Steve Vai e Roberto Fripp (King Crimson). Confira a mini-entrevista.
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Imprensa: O que você achou da platéia
de ontem à noite?
Satriani: O público estava enlouquecido, sempre
cantando as melodias de pé. Adorei!
Imprensa: Como é dividir o palco com Robert
Fripp?
Satriani: Tocar com Robert Fripp tem sido uma experiência
fantástica, pois ele é um músico extraordinário,
uma fonte inesgotável de música. Eu poderia
tocar com ele por muitos e muitos anos e não acabaríamos
com as possibilidades musicais.
Imprensa:Numa turnê como essa, com três
grandes guitarristas, existe ainda algum clima de competição?
Satriani: Não do jeito que vocês possam
pensar. Gostamos desse tipo de turnê porque desafia
a nossa musicalidade e traz à tona o melhor que podemos
fazer!
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Imprensa: Qual foi o guitarrista, entre John Petrucci,
Eric Johnson ou Yngwie Malmsteen que você mais gostou
de dividir o palco?
Satriani: Todos eles!
Imprensa: Pessoas que já tocaram no G3 podem
voltar a fazer turnê?
Satriani: Claro! O Steve Vai, por exemplo, volta mais
do que qualquer um! Então temos uma regra de deixar
as portas sempre abertas. Esperamos que Malmsteen continue
a tocar conosco, mas é decisão dele |
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Imprensa: Existe ainda algum guitarrista o qual você
queira que toque no G3?
Satriani: Sim! Há muitos deles. Se for para
citar algum eu diria que gostaria de tocar com Jeff Beck.
Imprensa: O que, na sua opinião, é
mais importante numa guitarra?
Satriani: O som é certamente a coisa mais
importante. O instrumento tem de reagir a cada emoção
que você coloca nele com os seus dedos, e a guitarra
tem de responder a isso.
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Imprensa:
Você poderia falar um pouco do seu novo álbum ("Is
There Love In Space?")?
Satriani: Eu adorei criar este disco. Eu explorei diversas
maneiras de gravar a guitarra, o que resultou num estilo mais
rock clássico e blues. Me diverti muito e me orgulho desse
trabalho.
Nívea Maria de Sá - especial para o Portal
do Rock
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