|

| |
Entrevista
Exclusiva
Londres - Fevereiro de 2004
|
 |
O Portal do Rock é unânime em
afirmar que o The Boys foi e é uma das mais importantes
e influentes bandas do rock inglês em todos os tempos. Formada
em 1975 a partir das cinzas de uma lendária banda seminal
punk de Londres chamada London SS (London Social Security), o
The Boys teve como fundadores Casino Steel (teclado/backing vocals),
que depois de ter tocado na banda Hollywood Brats, conheceu Matt
Dangerfield (guitarra/vocal), que havia transformado o flat alugado
onde morava em um estúdio de gravação.
No começo o The Boys contava ainda com Andrew Matheson
(vocal), Wayne Manor (baixo), ambos do Hollywood Brats, além
de Geir Waade (bateria), velho amigo de Casino, que juntou-se
a banda no final de 1975. Andrew viajou pra sua cidade para passar
o natal de 75 e nunca mais voltou! Depois de vários ensaios,
Wayne e Geir também saíram da banda. Rapidamente
eles recrutaram Honest John Plain (guitarra/vocal), que estudava
na Faculdade de Artes em Leeds com Matt Dangerfield. No começo
Honest JP tocou baixo, mas logo assumiu a guitarra base. Naqueles
tempos Honest JP trabalhava numa fábrica de camisetas,
onde conhecia Duncan "Kid" Reid, que veio a ser o novo
baixista e vocalista do The Boys. Jack Black, antigo colega de
escola de Honest JP, também se juntou aos Boys, assumindo
a bateria.
Com esta formação eles fizeram sua estréia
nos palcos em 1976, num pub londrino chamado Hope and Anchor,
que fica no bairro de Islington, bem próximo da estação
de metro Angel (tive o prazer de juntamente com meu parceiro Focka
conhecer este pico na última viajem que fiz a Londres,
ano passado, por ocasião do HITS 2003). Depois de vários
shows, eles assinaram contrato com a gravadora NEMS, no dia 16
de janeiro de 1977. Tornaram-se então a primeira banda
punk a assinar um contrato para lançamento de um álbum,
porque os Pistols tinham sido demitidos pela EMI.
 |
|
O
primeiro single dos Boys foi "I Don't Care", com
a clássica "Soda Pressing" no lado B. Este
single chegou às lojas no dia 12 de abril de 1977,
antecedendo a primeira turnê nacional que a banda faria,
abrindo para John Cale, ex-Velvet Underground. No final de
julho de 1977, o segundo single da música "First
Time" foi lançado, considerado até hoje
um hino do punk rock, composto por Honest JP. O single foi
muito aclamado também pela crítica e pelo influente
apresentador da BBC, John Peel, figurando na posição
84 das paradas inglesas. Peel então convidou os Boys
para uma apresentação em seu programa John Peel
Sessions, que foi ao ar no dia 8 de agosto de 1977. |
Eles
gravaram seu primeiro álbum em dois dias, 5 e 6 de maio
de 1977, mas o disco não ficou bom. A gravadora NEMS contratou
Pete Gage para produzir o LP e os Boys detestaram o resultado,
considerando que o disco não tinha o peso, a energia e
o som punk que eles estavam buscando.
Decidiram
então remover o teclado Hammond da mixagem, diminuíram
os vocais e incluíram umas guitarras mais cruas, deixando
o disco pronto para ser lançado. Infelizmente, devido à
incompetência da NEMS, que demorou quatro meses para colocar
o disco nas lojas, quando o primeiro LP do Boys chegou já
havia alguns outros discos punks disponíveis para venda,
o que ofuscou a árdua iniciativa da banda, que seria a
primeira do estilo a lançar um LP.
 |
|
No dia 16 de agosto de 1977, o mundo do rock foi abalado com
a triste notícia da morte de Elvis Presley. Infelizmente
este episódio teve conseqüências drásticas
na carreira do The Boys, devido ao fato de que a gravadora
RCA era quem distribuía os lançamentos da NEMS.
Após a morte de Elvis, a RCA não queria mais
saber de nada a não ser se dedicar exclusivamente aos
relançamentos dos discos do Rei do Rock. Então
os Boys viram tanto seu disco de estréia (chamado "The
Boys") como o sigle "First Time", despencarem
das paradas, pelo simples fato de que ninguém conseguia
comprar os discos, por pura falta de disponibilidade de estoque. |
|
Mesmo
com todos estes percalços do começo de carreira,
a banda mantinha viva a fantástica habilidade e criatividade
para compor clássicos do punk rock. Foi aí
então que os integrantes do The Boys resolveram montar
um projeto paralelo, chamado The Yobs, trocando a posição
das letras "B" e "Y" do nome Boys. Todos
os anos, desde o natal de 1977, eles encarnam diferentes
personagens e tocam músicas de natal ao estilo punk
rock. O primeiro single deste projeto The Yobs saiu ainda
em 1977, da música "Run Rudolph Run", tendo
como lado B a faixa "Worm Song". Voltando ao The
Boys, em fevereiro de 1978, eles lançaram o maravilhoso
single "Brickfield Nights", seguido um mês
mais tarde pelo segundo álbum de estúdio da
banda, chamado Alternative Chartbusters, que como o próprio
nome sugere, veio recheado de sucessos em potencial.
|
|
|
Infelizmente mais uma vez por problemas de distribuição,
a NEMS falhou e não teve o disco pronto antes da turnê
de lançamento (puta que o pariu!). No natal de 1979, eles
encarnaram novamente seus personagens do The Yobs e lançaram
o single "Rub A Dum Dum", antecedendo o lançamento
do novo disco do The Boys, Terminal Love, de fevereiro de 1980.
Este ano de 1980 foi especial para o The Boys, pois o novo disco
estava sendo lançado no momento em que eles estavam fazendo
uma turnê junto com os Ramones pela Inglaterra. Uma antiga
música dos Rolling Stones, chamada "You'd Better Move
On" foi escolhida como novo single, antes que Casino Steel
saísse da banda.
Em
janeiro de 1981 eles lançaram o seu último disco,
chamado Boys Only, e também o último single, "Let
It Rain", deixando muito a desejar em termos de qualidade
musical. Depois deste fracasso com o lançamento de Boys
Only, a gravadora Safary Records demitiu a banda e eles então
resolveram encerrar a carreira. Eles tocariam mais tarde na Itália
e alguns shows em Nova York, com diferentes formações,
mas apenas fazendo pequenos shows e coisas especiais. A banda
nunca voltou definitivamente, até 1999, quando foram convidados
para tocar no Japão.
|
|
|
Japão?
Sim, apesar da banda nunca ter atingido o sucesso comercial
que merecia, a música do The Boys recusava-se a morrer.
Campino, vocalista e líder da banda Die Toten Hosen,
banda alemã de estrondoso sucesso e antigo fã
dos Boys, manteve a chama de seus ídolos acesa por
mais de uma década, fazendo covers de suas músicas
e apresentando a música única do The Boys aos
fãs do Die Toten Hosen. A partir daí então
o The Boys ganhou notoriedade em vários países,
inclusive no Japão, onde o relançamento em um
só CD dos dois primeiros discos do The Boys atingiu
uma vendagem de 30 mil cópias!
Com Steve "Vom" Ritchie, baterista do Die Toten
Hosen, substituindo Jack Black, os outros quatro The Boys
originais: Matt Dangerfield, Duncan 'Kid' Reid, Casino Steel
e Honest John Plain saíram da clausura e fizeram esta
mini-tour japonesa, que acabou sendo um sucesso estrondoso,
com dois shows memoráveis nos dias 31 de julho e 1
de agosto de 1999. |
A partir daí a banda teve seus álbuns reeditados
e relançados, o que fez com que eles decidissem aceitar
o convite para tocar no festival punk Holidays in The Sun, no
ano 2000, em sua edição espanhola, na cidade de
Bergara. Eles então tocaram com a mesma formação
da tour japonesa.
Depois de mais de 20 anos sem tocar no Reino Unido, os Boys reapareceram
também no festival Holidays in The Sun, agora em sua edição
original, na cidade inglesa de Morecombe. Eles tocaram no dia
6 de julho de 2001 e o barulho da volta deles à Inglaterra
foi tão grande que até o canal de TV BBC fez um
programa especial sobre a banda. Depois deste show emocionante
em sua terra natal, os Boys tocaram pela primeira vez na carreira
na Alemanha, na cidade de Dusseldorf, no dia 21 de dezembro de
2001, tendo como banda de abertura ninguém menos que TV
Smith, do Adverts.
|
Em
2002, os Boys foram convidados pelo Die Toten Hosen para
tocar em um show no final da tour deles chamada "Grill
Party". Eles tocaram então no dia 6 de setembro
de 2002 na cidade alemã de Loreley, para cerca de
5 mil fãs ensandecidos, se juntando na noite seguinte
ao Die Toten Hosen, num show para mais de 20 mil pessoas,
onde juntos no mesmo palco tocaram as clássicas "First
Time" e "Brickfield Nights".
|
|
|
Muito
se comenta sobre um possível lançamento de um disco
inédito dos Boys. E mesmo fazendo shows apenas esporadicamente,
como o que presenciei ano passado, em junho, no Holidays in The
Sun, os Boys estão entre poucas bandas que conseguem ainda
manter acesa aquela chama do punk rock 77. Sem dúvida uma
grande influência pra mim e para muita gente daqui do Brasil
também. O resto da história deles, você confere
a seguir, nesta super entrevista:
Portal: (para Matt Dangerfield) Sei que você tocou com
outras bandas bem antes de toda aquela explosão do punk
em 1977. E sei também que você tinha um estúdio
antes de formar o The Boys. Conte um pouco de como era a cena
rock londrino antes daquele "boom" do punk e como era
ter pessoas como Mick Jones, Tony James, Gene October e Billy
Idol, além de ter tido a honra de ter bandas como The Damned,
The Clash, Generation X e o próprio Sex Pistols gravando
em seu estúdio?
Matt: Chamar aquilo de um estúdio de gravação
é um pouco de exagero. Era apenas um quarto velho e frio
num porão, grande o bastante para acomodar uma bateria,
alguns amplificadores e, pasmem, tínhamos uma das primeiras
mesas de gravação TEAC de quatro canais. A cena
pop naquela época estava contaminada pela "insípida"
discoteque e a cena rock era dominada por bandas "pomposas"
como o Genesis e toda aquela porcaria chamada pub rock. Conheci
todos estes caras que você se refere porque assim como eles
eu também queria montar uma banda, mas uma banda diferente,
com um som bem diferente. Devo admitir que naquela época
não senti honra nenhuma em ter conhecido aquelas pessoas.
|
Portal:
(para Matt) Mesmo tendo sido parte de toda aquela geração
de "ouro" do punk rock, o The Boys foram e ainda
são considerados os "Beatles do punk rock".
O que você acha disso? E porque isso acontece?
Matt: Suponho que nos deram este rótulo porque
éramos um pouco mais melódicos e tínhamos
mais harmonias do que a maioria das outras bandas. Éramos
felizes com esta comparação.
Portal: (para Matt) Os Beatles foram realmente uma
influência para a banda? Quais eram as principais
bandas influenciando o The Boys no começo?
Matt: Sempre fui fã dos Beatles, Rolling Stones,
Bob Dylan e outras coisas dos anos 60. Também era
fã do Velvet Underground e algumas bandas americanas
pioneiras no punk como Flaming Groovies e Iggy Pop.
|
|
|
Portal:
(para Matt) Você alguma vez pensou que a banda pudesse superar
as limitações do "rótulo punk"
e se tornar um sucesso do rock and roll mundial? Se pensou, quando
foi isso? E porque isso não aconteceu?
Matt: Claro que pensei, é por isso que se monta
uma banda e se gravam discos. Não sei porque isso não
aconteceu, mas nos divertimos tentando alcançar isso.
|
|
|
Portal:
(para Matt) Quais eram as principais bandas "amigas"
que tocavam junto com o The Boys no começo, que você
gostaria de poder tocar com elas novamente agora em 2004?
Matt: Lembro-me que era bom tocar com The Heartbreakers,
The Damned, Vibrators e com o Wire.
Portal: (para Matt) No começo dos anos 80, apareceu
uma nova geração de bandas punks, com melodias
e letras mais rápidas e agressivas, que seria chamada
mais tarde de "hardcore". Estas bandas tinham também
um foco maior nos assuntos políticos e sociais. Durante
aquela época como era o comportamento do público
quando o The Boys tocava junto com bandas mais hardcore? Rolava
alguma reação negativa ou coisa do tipo?
Matt: Não sei. Não tivemos nenhuma experiência
dessas porque nunca tocamos para um público mais hardcore.
Naqueles tempos tocávamos mais em outros países.
|
|
Portal:
(para Matt) Falando ainda destes assuntos políticos
e sociais, imagino que a banda nunca teve interesse em cantar
sobre estes temas, preferindo focar em coisas do cotidiano
e assuntos da juventude em geral. Foi essa a melhor escolha
para a banda?
Matt: Você tem toda razão, não
tínhamos mesmo interesse nestes assuntos. Fazer o
que você acredita é sempre a melhor escolha,
portanto fizemos a escolha certa.
Portal: (para Matt) Vamos falar um pouco sobre significados
de músicas. Parece que a música "Cast
of Thousands" é uma espécie de ode ao
futebol. Como esta música foi feita e pra que times
de futebol vocês torcem?
Matt: Inicialmente fomos convidados a escrever uma
música para ser tema de um filme sobre os Hooligans.
Então fizemos "Cast of Thousands", mas
ela nunca foi usada no filme, porque o mesmo nunca foi lançado.
John (Honest John Plan) e eu torcemos pelo Leeds United,
Cas (Casino Steel) e Jack (Jack Black) torcem pelo Arsenal
e acho que o Duncan (Duncan "Kid" Reid) torce
pelo Manchester United.
|
|
|
Portal:
(para Matt) Quando você começou a tocar guitarra
e qual foi a sua primeira guitarra? E quais modelos/marcas de
guitarras você mais gosta?
Matt: Comecei
tocando na guitarra de meu irmão mais velho quando eu fiquei
doente de cama, com 16 anos de idade. Minha primeira guitarra
foi uma velha guitarra acústica que ele me deu de presente.
Minhas guitarras favoritas são Fender Telecaster para gravar
e Gibson Les Paul Junior para tocar.

Portal: (para Matt) Você conhece alguma coisa na
cena rock ou punk rock brasileira? Alguma banda que conheça?
Matt: Desculpe, mas não conheço.
|
|
|
Portal:
(para Matt) Fiquei sabendo que você está organizando
um evento chamado Batalha Global de Bandas. Fale um pouco
sobre isso.
Matt: Trata-se de uma reação a todos
os ídolos pop que fazem play-back que a TV joga na
nossa cara. Este evento faz com que bandas de verdade toquem
música de verdade e ao vivo!
Portal: (para Honest John Plain) Quem lhe deu a inspiração
para compor "First Time"?
John Plain: Ninguém e nem mesmo tinha uma garota
na jogada. Foi apenas uma idéia minha de escrever uma
música punk/pop. Estava tentando compor músicas
para o primeiro disco do The Boys e essa música apenas
me veio à mente. Percebi que para superar o talento
para compor da dupla Steel/Dangerfield eu tinha que compor
algo que fosse realmente muito bom, para que pudesse entrar
no disco. |
Portal:
(para John Plain) Existem músicas lindas que você
compôs junto com o ex-guitarrista do Lurkers, Pete Stride.
Talvez a obra prima desta parceria tenha sido a música
"New Guitar in Town". Existe alguma chance da gente
um dia ver vocês dois compondo juntos novamente? Onde e
como está o Pete hoje em dia?
John Plain: Claro que eu gostaria de compor com Pete novamente,
mas não creio que exista alguma chance, porque Pete se
afastou completamente da cena musical. Não o vejo há
mais de cinco anos e na última vez que o vi foi bem rápido.
Quando eu falei com Arturo Bassick (vocalista do Lurkers) em Morecombe
(por ocasião do Holidays in The Sun de 2003) ele me disse
que depois que eles terminaram uma turnê o Pete apenas chegou
e disse que não queria mais tocar e ficou bastante surpreso
depois ao saber que o Arturo tinha colocado o Lurkers sozinho
na estrada novamente. Pete Stride ainda mora com sua mãe
no bairro londrino de Ikenham, perto do aeroporto de Heathrow.

John Plain com Marcio Faveri no HITS 2003
Portal: (para John Plain) Você saiu em uma turnê
solo pela Europa em novembro de 2003. Quem são os outros
integrantes de sua banda e como foram os shows?
John Plain: Meu velho parceiro de Crybabys, Robbie Rushton,
tocou bateria e Mat Sargent, ex-Chelsea e Sham 69, tocou baixo.
Os shows foram fantásticos e embora rolaram em pequenas
casas fizemos bastante barulho. Mariano Asch fez um trabalho fantástico
em montar essa turnê pra mim e agora queremos muito voltar
a tocar na Europa de novo em 2004, talvez tocando em casas maiores.
Robbie e Mat são caras incríveis e divertidos, passamos
bons momentos juntos na turnê. Gostaríamos muito
de gravar um álbum juntos e esperamos que em 2004 a gente
consiga isso.
Portal: (para John Plain) Alguma chance de rolar shows
pela América do Sul em 2004?
John Plain: Espero falar com Mariano (produtor argentino
de John Plain) nos próximos dias sobre uma possível
turnê pela América do Sul em 2004 e gostaria de tocar
no Brasil também.
Portal: (para John Plain) Você pensa em lançar
outro disco solo, seguindo os dois que você já lançou
até agora? Pra quando podemos esperar o novo disco?
John Plain: Gostaria muito de gravar um novo disco e já
tenho 9 ou 10 novas músicas para isso. Se eu for gravar
um novo disco será com Robbie e Mat e eu gostaria de gravá-lo
na Argentina novamente, talvez coincidindo com a turnê sul-americana.
Suponho que o disco será também ao estilo pop/rock
guitar, porque é assim que costumo compor minhas músicas.
Mas imaginem que eu também tenho trabalhado com outros
estilos de música, portanto nunca se sabe o que vai rolar
no novo disco.

Portal: (para John Plain) Você conhece algo sobre
a cena rock ou punk rock brasileira? Alguma banda que conheça?
John Plain: Infelizmente não conheço, mas
se eu for pra América do Sul neste ano espero tocar no
Brasil e poderei saber mais sobre a cena brasileira. Eu adoraria
tocar no Brasil!
Portal: (para John Plain) Quando você começou
a tocar guitarra e qual foi a sua primeira guitarra? E quais modelos/marcas
de guitarras você mais gosta?
John Plain: Comecei a tocar muito tarde, quando entrei
para a Faculdade de Artes, com 17 anos de idade. Minha primeira
guitarra foi uma que minha mãe comprou pra mim numa loja
de departamentos. Então eu conheci o Matt Dangerfield e
ele se tornou meu amigo basicamente porque ele curtia o estilo
da minha guitarra acústica! Matt me ensinou os primeiros
acordes e eu peguei o resto sozinho. Minhas guitarras favoritas
são Gibson Les Paul (para tocar ao vivo e para gravar em
estúdio) e Fender Telecaster (para gravar em estúdio).
Para maiores informações acessem o site
oficial do The Boys
Marcio Faveri - da redação
MAIS
ENTREVISTAS
|