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Entrevista
com U2
Entrevista Coletiva e Fatos sobre a passagem do
U2 pelo Brasil
Rio de Janeiro - Novembro - 2000
O
U2 esteve no Rio de Janeiro na semana passada em uma visita promocional
do novo CD "All that you can´t live behind" e o Portal do Rock
esteve presente na coletiva que Adam, Bono, Larry e Edge deram
no Copacabana Palace no Rio de Janeiro.
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Uns 100 jornalistas de várias partes da América Latina estavam
à espera da banda para a coletiva que eles vieram dar para
a divulgação do novo CD.
Logo após a sessão de fotos a banda apareceu no Golden Room
com Bono Vox apertando a mão dos jornalistas que estavam
na primeira fila.
Perguntados sobre o abandono da tecnologia no novo CD, The
Edge disse que "na verdade nós nunca abandonamos algo que
sempre esteve no nosso som desde sempre, o que aconteceu
é que agora somos novamente uma banda que fica numa mesma
sala tocando junta, compondo junta. Não é uma volta, é uma
continuidade."
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Bono
disse que não existe uma volta ao passado e que a tecnologia existe
há muito tempo, como por exemplo ter que colocar um microfone
em um teatro para Frank Sinatra cantar. Além do mais, segundo
Bono, ela ajuda eles a soarem melhores do que são.
O vocalista que é envolvido em projetos como o Jubileu 2000, diz
que sente uma culpa católica por ser um rock star muito bem pago,
mimado e muito bem vestido e que por isso gostaria muito de ajudar
o Brasil, que ele sabe estar com uma péssima economia e pessoas
em total pobreza.
Bono afirmou que eles fizeram questão de voltar para reparar os
erros que fizeram com que milhares de fãs assistissem ao show
da banda ainda andando na rua, por conta dos congestionamentos
que acabaram por atrasar o início da apresentação deles há 2 anos
no Rio de Janeiro. A gravação que eles fizeram para o Fantástico
era dedicada a esses fãs, assim como a gravação de um vídeo clip
nas ruas do Cosme Velho, também pode ser considerada uma baita
homenagem.
The Edge fez questão de afirmar que eles sempre irão inventar
motivos para retornar ao Brasil: "Nós não precisaríamos gravar
um programa de TV. Fizemos em respeito aos fãs. Essa coletiva
poderia estar tranqüilamente estar acontecendo em Londres, mas
fizemos questão de vir para a América do Sul." Bono disse também
que os Irlandeses são muito parecidos com os brasileiros: "Para
um Irlandês, o que importa na vida é o futebol, o jeito de se
vestir, a religião e o sex appeal. Eu gosto do estilo de vida
de vocês."
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Um jornalista argentino perguntou a The Edge quem seria o
melhor jogador do mundo, Maradona ou Pelé e ele confirmando
a tônica do bom humor de toda a banda - apesar da cara um
pouco enfadonha de Adam Clayton - afirmou que o melhor era
o Britânico George Best, arrancando gargalhadas de todos.
Mesmo com as grandes críticas em relação ao novo CD, inclusive
Bono afirmou que são as melhores de toda a carreira do U2,
um jornalista perguntou se eles estariam em final de carreira.
Bono disse que Larry lhes deu o primeiro e único emprego da
vida deles - uma referência ao anúncio que o baterista colou
no mural do colégio a procura de músicos - e passou para ele
a resposta. Larry: "Eu dei o primeiro emprego deles e só eu
posso tirar. Nós estamos longe de parar, estamos fazendo o
que mais gostamos e muito bem."
Edge completou dizendo que com 60 ou mais é capaz realmente
deles estarem um pouco velhos, mas mesmo assim não pode afirmar
que será o fim. Bono encerrou a entrevista oficialmente: "Nós
tocamos juntos com espírito. O que existe entre nós é único,
não pode ser mudado. Nós éramos punks em 77 e agora ainda
estamos aqui tocando juntos e isso é fantástico. Nenhuma máquina
pode mudar isso. O rock pode mudar o mundo, nem que seja o
seu próprio."
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Depois
disso ele se levantou e foi cercado por quase todos os jornalistas,
muitos pedindo autógrafos sem o menor pudor.
O U2 ainda é a maior banda de rock do mundo.
Leonardo Panço - especial para o Portal do Rock
ENTREVISTAS
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