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Especial
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The
New Guitars in Town!
A banda inglesa The Lurkers, lenda do punk rock mundial, completou
26 anos de carreira no ano passado. Para comemorar os vários
anos de estrada eles lançaram um novo disco, chamado 26 Years
e começaram neste ano 2004 uma nova turnê mundial para
divulgação do novo trabalho. Como o Brasil não
poderia ficar de fora da rota de shows mundiais da banda, o selo
e produtora Ataque Frontal
está fazendo uma série de shows para o Lurkers no
Brasil, entre os dias 27 de abril e 2 de maio. A turnê se
chama The Lurkers - Ready and Loaded Brazil Tour 2004 e passará
por cidades como São Paulo, Curitiba, Campinas e Americana,
sendo que datas em outras cidades ainda estão sendo fechadas.
Aqueles que curtem o bom e velho punk rock 77 definitivamente não
podem nem sonhar em perder os shows dessa grande banda!!!

The Lurkers versão 2004
Dave Kemp, Arturo Bassick e Nellie
Conheça a História do The Lurkers
A primeira formação da banda aconteceu em meados de 1976, com Pete
Stride na guitarra, Pete Haynes na bateria, Pete Edwards no vocal
e Nigel Moore no baixo. Com tantos "Petes" na banda acabaria dando
confusão. Então, Pete Haynes virou Manic Esso e Pete Edwards virou
Plug. Logo depois, Howard Wall entrou na banda como vocal.
Em maio de 77, Nigel deixou a banda para entrar em outra e, um outro
"Pete", Pete Arthur "Arturo Bassick" Billingsly, foi recrutado para
ocupar seu lugar. Foi com essa formação que a banda realmente começou
a tocar no circuito dos clubes e pubs, seguindo sua carreira. |
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As
influências originais da banda vinham tanto dos pioneiros
punks de Nova York, Ramones e Heartbreakers, como dos ícones
do rock inglês, The Faces e The Rolling Stones. No auge da
explosão punk de 1976, apareceram dezenas de bandas novas
que transmitiam energia e se apresentavam em bares com uma
platéia bastante inspirada.O som era um desastre, mas as noitadas
eram boas e as rodadas de cerveja eram garantidas. |
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| Como
a maioria das grandes gravadoras ignoravam este som que vinha das
ruas, deu-se preferência a pequenos selos "independentes" para responder
`da demanda, vendendo os EPs (discos de 7 polegadas) através de
algumas redes de loja do país. |
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Lurkers costumava ensaiar no porão de uma destas lojas, a
Beggars Banquet, que colaborava na divulgação de shows e estava
ciente do grande interesse por esse tipo de música. No começo,
a Beggars tentou fazer com que a banda assinasse um contrato
de gravação, mas ao deparar-se com um certo desinteresse,
optou pela decisão lógica de que eles lançariam um trabalho
sozinhos e o distribuiriam pelas gravadoras independentes. |
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| Em
19 de agosto de 1977, o Lurkers conquistou um pequeno lugar na história
das gravadoras, quando seu single "Shadow" foi o single de estréia
do selo Beggars Banquet. Numa época em que, nos melhores dias, os
lançamentos punks chegavam a se esgotar, o single vendeu cerca de
10 mil cópias, mais do que o suficiente para justificar um avanço.
"Freak Show" foi uma gravação muito mais profissional, que utilizou
a equipe de produção de Ed Hollis e Steve Lillywhite. Foi lançado
no dia 5 de novembro de 1977 e novamente estourou nas vendas. |
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Porém,
os tempos mudaram rapidamente. A segunda onda punk foi ainda
mais forte e com a ajuda da mídia foi possível divulgar os
novos ideais e direcionar o público ao novo cenário. Isso
se espalhou e acabou envolvendo novas bandas (e algumas veteranas
também) na nova geração "New Wave". |
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Lurkers também passou por algumas mudanças internas quando Arturo
saiu para formar a banda Pinpoint. Primeiro, o ex-The Saints, Kym
Bradshaw foi recrutado como baixista, mas ele nunca chegou a fazer
parte da banda e logo foi trocado por Nigel Moore, que já tinha
sido um integrante do Lurkers. |
| Mais
uma vez estabilizados, eles começaram a gravar um novo álbum.
O single "Ain't Got a Clue" foi lançado em maio de 78 e conseguiu
alcançar a posição 45 nas paradas inglesas! No mês seguinte
veio o álbum "Fulham Fallout", com 14 faixas de pura energia
e baladas da primeira fase do punk. O single "I Don't Need
To Tell Her" foi tirado deste álbum e novamente entrou para
o Top 50. |
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| O
Lurkers continuou se apresentando ao vivo, com seu costumeiro estilo
entusiástico, porém fatos violentos estavam invadindo seu público.
Enquanto que seus primeiros shows haviam sido turbulentos mas bem
comportados, com o passar dos anos os shows punks foram crescendo
e começaram a atrair skinheads e torcedores de futebol fanáticos,
muitos filiados a grupos racistas, como o "British Movement". Nessa
época, a banda lançou o single "Just Thirteen" e já estava tocando
para platéias de até 1500 pessoas. O que deveria ter sido um prestigiado
e elogiado show apresentado no Lyceum Ballroom de Londres, foi marcado
com um série de brigas e pancadarias. |
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Para
atrair e expandir a platéia pertencente às raízes do punk,
a banda embarcou para o Muscle Shoals, nos EUA, para gravar
seu segundo álbum com o produtor Phillip Jarrel, que já tinha
trabalhado com a Motown. Infelizmente, essa ligação foi cheia
de choques de personalidade, mas os Lurkers não estavam nem
aí, pois quando descobriram que o Alabama era um estado seco,
eles só queriam tomar chopp!
Foram três horas seguidas de viagem pelo estado e para acabar
com as intrigas foi necessário resolver os problemas particulares. |
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| Um
outro single, "Out In The Dark", antecipou o lançamento do álbum
"God's Lonely Men". Um pouco menos frenético que seus antecessores,
o álbum parecia ser mais tradicional, rock pesado e realçado pelas
composições maduras de Pete Stride. |
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Após
a turnê "Killer" pelo Reino Unido, a banda começou a se
desencantar com as limitações musicais de seu som ao vivo.
Então decidiram contratar um segundo guitarrista, "Honest"
John Plain, um vocalista harmonioso, mas com pinta de bêbado,
que já havia tocado no The Boys. Eles gravaram demos de
algumas músicas novas e um outro single, "New Guitar In
Town", o que favoreceu a volta deles aos clubes, apresentando
quatro shows no Marquee, em Londres.
Porém,
no final da década, a cena tinha mudado completamente em
relação aos três anos anteriores. Os organizadores
tinham receio de agendar com o Lurkers, por causa da violência
inevitável na platéia. Os punks eram substituidos por skinheads
e por facções mais politizadas. O estilo de 1976 havia desaparecido
e a banda havia se tornado um anacronismo. Sem um futuro
promissor e com uma grande dívida com a gravadora, o Lurkers
perdeu o rumo e foi deixado de lado.
Desde então, os integrantes começaram a reformular algumas
versões da banda para poder fazer turnês e gravar o álbum
Greates Hits - Last Will and Testament... que é uma herança
do grupo original, o verdadeiro Last Will and Testament
(Último Desejo e Testamento).
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Pete
Stride e John Plain fizeram um projeto à parte, o The
New Guitars, que gravou um álbum utilizando uma participação
exclusiva de músicos fantásticos, incluindo o baterista
Jack Black (ex-The Boys), Mick Talbot (ex- Merton Parkas e
futuro Style Council) no teclado, o baixista Tony Bateman
e Pete "Plug" Edwards no vocal, fazendo alguns shows como
convidado de Howard Wall. Dentre as faixas gravadas, está
aquela que foi talvez o grande sucesso do Lurkers e que deu
o nome ao projeto de Stride e Plain: "New Guitars in Town",
de autoria dos próprios Pete Stride e John Plain. Esta
música reflete bem o espírito punk rock do final da década
de 70 e pode ser considerada um dos hinos do punk rock 77.
Este álbum do The New Guitars, se fosse gravado pelo Lurkers,
poderia ter sido o último álbum da "verdadeira"
formação original da banda inglesa. Mas depois
dele as coisas jamais seriam iguais.
Como o sucesso do disco Greates Hits - Last Will and Testament,
o Lurkers foi convidado para tocar no famoso programa de TV
inglês Top of the Pops, além de em muitos outros
programas musicais da época. E por diversas vezes se
apresentaram ao vivo no conceituado programa de rádio
da BBC, chamado John Peel Show. |
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Devido aos diferentes gostos musicais dos integrantes do
Lurkers e também pelo fato de que a gravadora Beggar's
Banquet concentrava seus esforços em seu novo artista,
Gary Numan, a banda acabou encerrando suas atividades em
1980. Mas dois anos mais tarde, em 1982, eles reapareceram
para gravar para o selo criado pelo manager original da
banda, Mike Stone, que também havia lançado
recentemente bandas de hardcore emergentes como GBH e Discharge.
Em 1984 um novo vocalista foi recrutado, Mark Finchan, para
uma série de shows em Berlim, mas a banda terminou
novamente após estes shows. Parecia que nada poderia
colocar o Lurkers na estrada novamente.
Mas eis que em 1987 surge das profundezas do rock britânico
o velho e original baixista do Lurkers, Arturo Bassick,
que resolve dar vida e rumo novo ao Lurkers.
Esse renascimento de Arturo e do Lurkers se deve exclusivamente
a uma banda punk alemã que se chama Die Toten Hosen,
ídolos absolutos em seu país de origem e grandes
fãs do Lurkers. Foram os caras do Die Toten Hosen
(que tem um brasileiro, Campino, como integrante) que financiaram
o disco de retorno do Lurkers, chamado Wild Times Again,
que colocou a banda em pé novamente, sempre com Arturo
no baixo e vocal e outros integrantes que foram mudando
ao longo dos anos.
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Sobre os demais ex-integrantes originais do Lurkers, sabe-se
que Pete Stride abandonou definitivamente os palcos, ficando
apenas ligado ao mundo do punk rock com algumas composições
que vem fazendo rotineiramente para os discos do Lurkers (mesmo
este mais atual). Manic Esso trabalha com saúde mental
e não toca em banda há anos. Howard Wall não
toca em nenhuma banda desde 1982 e assim como os demais integrantes
das antigas, está sem dar notícias há
mais de 20 anos! Como o próprio Arturo diz: "Sou
o único integrante das antigas que ainda gasta sua
energia para manter a música do Lurkers viva".
Em 1996, Arturo, naquela ocasião já tocando
também na outra lenda do punk inglês, 999, veio
ao Brasil pela primeira vez com o Lurkers, para um show memorável
ao lado do próprio 999 e da outra lenda, Buzzcocks. |
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Estive
no show que rolou em São Paulo, no finado Aeroanta, que ficava
em Pinheiros. Naquela noite tocaram (além do Lurkers e 999)
algumas bandas nacionais. Foi uma noite simplesmente inusitada,
obscura e inesquecível!!! Quem viu viu, quem nào viu
se lamenta até hoje!!!
Depois de cinco longos anos afastado do Brasil, o Lurkers se apresentou
pela segunda vez por aqui, entre os dias 21 e 25 de março
de 2001. No dia 24/03/2001
eles tocaram em São Paulo no Hangar 110, junto com a banda paulistana
Cólera. O Portal do Rock esteve lá e fez a cobertura
exclusiva do show.
Em 2002, Arturo colocou a banda novamente na estrada. Eles tocaram
pela terceira vez no Brasil, depois de 1996 e 2001, com uma nova
formação que contava com Nelly (ex-Fiend e Hangups)
na bateria e Billy Gilbert (ex-16 Forever, Chelsea e Hangups) na
guitarra, além do próprio Arturo Bassick no baixo
e vocais. Os shows no Brasil em 2002 rolaram entre os dias 21 e
24 de novembro, nas cidades de Santos, Campinas, Piracicaba e São
Paulo, marcando o lançamento do CD "On Heat - Live in
Brazil 2001", que foi lançado também em 2002
pelo selo Ataque Frontal.
Todas as datas dessa tour 2002 foram com a banda paulista Holly
Tree, que também esteve divulgando seu novo disco, Punk Rock
Classics - Greatest Shits.
De volta à Inglaterra, o Lurkers tocou na última edição
do festival Holidays In The Sun,
que rolou em junho de 2003 na cidade inglesa de Morecombe. O Portal
do Rock também esteve lá e fez a cobertura
exclusiva deste festival!

Ainda em 2003, no mês de novembro, a banda lançou seu
novo álbum de estúdio, comememorando os 26 anos de
carreira. O disco se chama 26 Years e deve ser lançado
em breve no Brasil pela Ataque Frontal. Tenho este CD e posso adiantar
que é um dos melhores álbuns já lançados
pelo Lurkers e sem dúvida um dos melhores discos de punk
rock 77 dos últimos tempos.
A formação atual (2004) conta com Arturo Bassick no
baixo e vocal (ele também toca baixo no 999), Nellie na bateria
(ex-Hangups e Fiend) e Dave Kemp na guitarra. Essa é a mesma
formação que gravou o disco ao vivo no Brasil em 2001.
Agora no final de abril de 2004, Arturo e seus discípulos
desembarcam pela quarta vez em terras brasileiras, para a turnê
Ready and Loaded Brazil Tour 2004. Esta será uma rara
chance para os fãs do legítimo e clássico punk
rock 77 poderem matar as saudades de um tempo que teima em não
morrer!
Os shows do Lurkers no Brasil rolam entre os dias 27 de abril e
2 de maio, com uma data principal no Hangar 110, em São Paulo,
quando a banda toca ao lado de Inocentes, Lambrusco Kids e Borderlinerz.
Outras datas em Curitiba, Campinas, Santos e Americana ainda estão
sendo fechadas.

Para aqueles que acreditam piamente que o punk rock se resume hoje
a nomes como Blink-182, CPM 22 e Good Charlotte, saibam que o Lurkers,
no auge de seus 26 anos de estrada, está mais forte do que
nunca, com turnês agendadas para este ano nos EUA, Suíça
e Alemanha. Eles também estão confirmados para a primeira
edição do festival inglês WASTED, que substitui
o extinto Holidays In The Sun. A chama do punk rock jamais se apagou
no coração de Arturo Bassick, prova disso é
a maratona de shows que fazem todos os anos, seus milhares de fãs
espalhados pelo planeta e seus novos CDs, como este 26 Years e um
novo ao vivo, gravado na Alemanha ano passado, que logo será
lançado.
Essa banda é realmente digna de se tirar o chapéu
e merece o respeito e admiração de todas as pessoas
ligadas ao rock, porque realmente eles fazem rock com amor e garra!
Hey, I'm on Heat!!!
Marcio Faveri - da redação
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EM NOSSA AGENDA DE SHOWS AS DATAS DA TOUR DO LURKERS 2004!
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COMO FOI O SHOW DE SAMPA DA SEGUNDA TOUR DO LURKERS NO BRASIL!
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TAMBÉM ENTREVISTA COM A BANDA FEITA EM 2001!
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