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Museu
Rock & Roll
Elvis Presley
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AWOP-
BOP-A- LOO-BOP-A- LOP BAM-BOOM!!! Elvis explodia por todos os
lados, para euforia da garotada e desespero dos mais velhos. Aquele
garotão de cabelo cheio de gomalina, blusão vermelho, requebros
selvagens e sensuais começavam a sacudir a juventude, animando-a
a jogar para o alto os velhos padrões impostos pelos adultos.
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Elvis
iniciou sua carreira trazendo para as casas da classe média
branca, músicas que, antes, só eram ouvidas tarde da noite,
em pequenas emissoras e discos especiais para negros. Gemendo,
grunhindo escarnecendo, ele cantava versos que definiam bem
sua maneira de ser: lf you´re looking for trouble you came
to the ríght place lf you,re looking for troubles just look
right ín my face.Enquanto ele cantava, com sua petulância
característica, apareciam cartazes com dizeres do tipo: "Atenção!
Pare: ajude a salvar a juventude americana. |
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Não
compre discos de música negra. Os gritos roucos, as palavras imbecis
e a música selvagem desses discos estão minando o moral de nossa
juventude branca!". Mas já era tarde demais. A "música selvagem"
soava por toda parte e EIvis também, mostrando que a juventude
branca podia ser parte ativa da nova música. Os quadrados podiam
protestar à vontade.
Elvis
tinha com ele a fórmula do rock: nascera e crescera ouvindo blues
e country music. Nascido no sul dos Estados Unidos, em Tupelo,
Mississipi, mudou-se com a família para Memphis, Tennessee, quando
estava na difícil idade de treze anos. Chamava-se Elvis Aaron
Presley e viera ao mundo no dia oito de janeiro de 1935. Era filho
de Vernon e Gladys Presley, trabalhadores rurais muito pobres
e amparados pelo Serviço Social. A mãe morreria em 1958, quando
Elvis chegava ao auge do sucesso.
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Numa
de suas raras entrevistas a respeito de sua música, Elvis
disse ao Hit Parade Magazine, em janeiro de 1957, explicando
como Sam Philiips o ajudara: "Você quer fazer um blues?
- ele me perguntou, ao telefone, sabendo que eu era vidrado
na coisa. Mencionou o nome de Big Boy Crudup e talvez
de outros cantores, não me lembro. Corri quinze quarteirões
até o escritório de Mr. Phiilips. Conversamos sobre as
gravações de Crudup, principalmente All Right Mama, um
dos meus favoritos." Na Sun Records, Elvis gravou cinco
discos, todos com uma canção parecida com blues, de um
lado, e um número country do outro.
Na
época, ele já havia se apresentado em toda a área de Memphis
e chamou a atenção de um homem com o mesmo amor, à música
mas com sonhos maiores e muito mais ambição do que Sam
Phillips: era o "Coronel" Tom Parker, antigo divulgador,
com um olho infalível para negócios, que predizia um futuro
sem limites para Elvis.
O "Coronel" tornou-se empresário do garotão e a RCA Victor
comprou as gravações de Elvis feitas na Sun. O preço incluía
um Cadilac, que era extremamente caro naquela época: 35
mil dólares. A fama do rapaz de Tupelo já havia se espalhado.
Ele aparecia em programas de TV, quebrava recordes de
bilheteria nos concertos que fazia por todo o país e conquistara
uma legião de fãs no mundo inteiro. Atrás de tudo, estava
o "Coronel" Parker, prevendo, cuidando - e faturando.
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Os
anos sessenta trouxeram o Beatles, tornando Elvis uma coisa do
passado. Mas, por volta de 1967, o tempo pareceu colocar-se ao
lado do ídolo esquecido. Os fãs amadurecidos sentiram saudades
dos dias da adolescência. De repente, as antigas canções tornaram-se
novas e as pessoas começaram a reencontrar as virtudes daquelas
velhas músicas e o interesse nas origens do rock.
Elvis
sentiu que aí estava a sua chance. Deixou de lado o "Coronel",
ligando-se a Chris Moran, um do homens que viam a possibilidade
de um retorno do moço de Tupelo ao sucesso. Moran levou Elvis
de volta a Memphís, o que resultou num bom disco: From Elvis in
Memphis. Seguiram-se Suspicious Minds, lf I Can Dream, e Burning
Love. Em 1971, foi lançado Elvis country..
A
importância histórica de Elvis, entretanto, é inegável. Ele foi
o grande pioneiro, o primeiro a ousar expressar, com a voz e o
corpo, as sensações provocadas pela nova música. Todos os rockeiros
têm um débito com ele que não pode ser pago - e esse débito é
mais importante do que todos os sintomas de decadência.
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