Brutal
Faith - Brutal
Faith
(Animal
Records)
Primeiro disco da banda paulista fundada em 1997. O estilo é Thrash
Metal, com algumas pitadas de "Metal Alternativo", nome um tanto quanto
perigoso, já que engloba uma série de misturebas, algumas de difícil
ou impossível digestão, o que não é o caso do Brutal Faith.
O BF tinha na primeira formação, Tony Fontão, nas baquetas e nos vocais
(fundador da banda, ex-Leeway, banda americana de Hardcore); Maurício
"Cliff" Bertoni no baixo e G. Mello nas guitarras. Essa é a formação
desse primeiro CD, mas recentemente Pete Cavalleiro substituiu G. Mello
nas guitarras.
O som da banda é uma mistura de Metallica (pra caramba!), um pouco de
Motorhead e a menos conhecida Trouble, uma banda que começou White Metal
e acabou numa plantação de Canabis. Não meus amigos, eu não estou pirando
não. O Trouble era uma banda que, no início, tinha uma forte influência
de Black Sabath, até encontrar o próprio caminho, mas mesmo assim, ainda
influenciado. O primeiro CD foi o "Psalm 9" (Salmo 9) e, aquele que
eu acredito ser o último, é o "Plastic Green Head" (Plástica Cabeça
Verde"). O selo desse CD é uma folha de maconha. No encarte, a foto
de uma mulher com uma coroa, sobre várias folhas de...maconha! Na musica
que dá nome ao disco, "Hey senhor homem verde/você que ser meu amigo/Hey
senhor homem verde/continue fodendo a minha cabeça". Estou certo ou
não? Mas vamos falar sobre o Trouble numa outra ocasião.
Com certeza o Brutal Faith é uma boa banda, como mostra esse CD, tendo
no Metallica a sua maior influência. Com já foi dit, tanto nos arranjos
como no vocal de Tony, bem semelhante ao de James Hetfield. A primeira
música "Resistence", quem ouvir pela primeira vez, sem saber quem está
cantando, vai jurar que é Metallica. A segunda, "Get Up", tem um riff
pesado que gruda nas orelhas.
A terceira, "Bitch", tem aquele tipo de letra que nos remete a uma velha
questão: "Porque tem gente que ainda escreve isso?" Senão, vejamos:
"Cadela, cadela, cadela/você é uma cadela fodida/você fica em volta
e não se importa/foder, foder, foder/é tudo que você tem em mente".
Sorry brothers, mas que coisa mais sexista e sem sentido.
"Time We Live In" é a quarta. É uma boa musica, pesada e arrastadona,
que parece desmentir as afirmações da terceira: "Sinta o pânico dentro
de mim/Do mundo onde vivemos/Amor, Sexo e doença/Esperanças e sonhos
desaparecem". Bem melhor, vocês não acham? "Radio Freak", a quinta,
tem um riff de guitarra que lembra muito o Trouble citado. Eu disse
lembra.
Influências, por mais que sejam negadas por alguns, todos as têm e,
quando elas são boas, são sempre bem vindas. A sexta, "Freedom Mind",
idem.
Outra das influências citadas, o grande Motorhead, aparece na sexta
"Inner Conflict", que é a mais pesada do CD, com grandes solos de G.
Mello (assim como nas demais). O álbum fecha com "Burning Ground".
Mas é claro que ao BF não é apenas influências e nunca é demais dizer
que o power trio está pronto pra se lançar mundialmente. No momento
em que algumas mídias insistem na morte do Heavy Metal, principalmente
a americana, o Brutal Faith é uma prova da total ignorância desses que
alardeiam essa mentira e com certeza, com o tempo, a banda vai definir
melhor os seus propósitos e idéias, se firmando como um dos grandes
nomes no circuito metálico mundial.
O CD traz um encarte com todas as letras. Foi gravado no Mister Som
Studios e foi produzido por Marcelo "Korzus" Pompeo e Brutal Faith.
No CD não diz qual é o e-mail ou site da banda, mas o da Animal Records
é www.animalrecords.com.br.
(Niva dos Santos)

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