Frameshift - Unweaving The Rainbow
(Hellion Records)

A idéia desse CD é melhor do que a música. Esse CD, diz o site da banda, é influenciado pelo trabalho do escritor neo-Darwinista Richard Dawkins, um dos mais influentes escritores dentro dessa proposta. Cada uma das músicas seria baseada em um livro do Dawkins, sendo que algumas delas são inspiradas por um desses livros. Mesmo o nome do CD – “Unweaving the Rainbow” – é o nome de um dos trabalhos de Dawkins. O CD trás James LaBrie nos vocais, Henning Pauly na guitarra, no violão, no baixo, piano, B3, sintetizadores, banjo, percussão, programação de loop e (ufa!) orquestração, e na bateria Eddie Marvin.


Quem simplesmente ouvir e não tiver conhecimento do exposto acima, vai achar que é um pop com mistura de progressivo e umas pitadas de metal melódico. Esse velho escriba implicante, como já ouviu um monte de coisas na vida, sentiu algo de Mike Oldfield (“Tubular Bells”) em faixas como a cinco, “River Out of the Eden”, assim como na sexta “Message”, além de um temperinho de Jethro Tull e Rick Wakeman. O vocal de LaBrie poderia se utilizado facilmente em uma banda de metal-melódico-épico. O instrumental é bom (pra quem gosta do citado) e, muito embora o vocal também seja legalzinho, acho que a proposta merecia algo, eu diria, “incomum” e não o dé javu com o qual estamos obrigatoriamente acostumados.

Então, é como eu disse no início, a proposta é altamente intelectualizada mas o resultado acaba sendo meio óbvio, apesar de certas qualidades citadas. Um exemplo desse desperdício de proposta é a chatíssima sétima, “Nice Guys Finish First”, popinho com piano, quase uma cover de Bon Jovi (arghh!!). É isso. E tem mais coisas parecidas com Bad Jovi. Arrisque-se (se quiser).

Na internet – www.frameshift.progrockrecords.com

(Niva dos Santos)

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