George
Harrison - All
Things Must Pass
Se
você juntasse todas as contribuições de George Harrison aos Beatles
desde 1966, você teria um álbum que indiscutivelmente não ficaria atrás
dos trabalhos mais grandiosos da banda.
Assim como John Lennon e Paul McCartney mudaram de campo, o "Beatle
Discreto" também dava seus pulos como compositor e guitarrista, adotando
os sons exóticos da música indiana, os ideais da filosofia oriental
e com isso produzia um estilo musical semelhante ao de Eric Clapton.
Não é de se espantar que o LP triplo All Things Must Pass de Harrison,
originalmente lançado em novembro de 1970, foi amplamente visto como
uma jóia preciosa comparando-o a todos os trabalhos solos dos outros
Beatles.
A
edição remixada e remasterizada de 30o. aniversário, mostra um avanço
na carreira de Harrison e uma produção inovadora de Phil Spector, que
também traz faixas extras (incluindo a gravação mais recente "My Sweet
Lord," a única que seria desnecessária) e novas notas mais do gênero
de Harrison.
A marca registrada de Spector, quilômetros e quilômetros de reverberação,
coloca um ponto de exclamação na carreira de Harrison, mas são nos momentos
mais calmos que Harrison se encontra mais expressivo e inventivo.
O primeiro álbum "I'd Have You Anytime" (composto com Bob Dylan) faz
balançar levemente com um som de jazz e a essência de "Something" ainda
presa à aba de Harrison. A influência de Dylan aparece em "Apple Scruffs,"
enquanto Harrison faz suas batidas com espiritualidade, como na faixa
"Awaiting on You All".
Trinta anos se passaram e o que é mais impressionante em All Things
Must Pass é que a visão musical claramente descompromissada de Harrison
soa mais alto. Pelo fato de ser um ex-Beatles, pelos temas religiosos
e pelo colaborador Clapton que era loucamente apaixonado por sua mulher.

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