Limp Bizkit - Results May Vary

Uma das bandas queridinhas dos EUA (do mundo?), dentro daquilo que alguém chamou de "salvação do heavy metal", o nu-metal, o "novo metal". Particularmente eu não tenho nada contra misturas musicais, mas nos EUA, tudo é misturado com rap, desde a gostosinha e musicalmente nula Britney Spears até esse "novo metal", que tem choradeiras nauseantes, tipo Linkin Park, playboys, como diria o Racionais MC, querendo ser fudidos. Fred Durst (vocal) e trupe, pelo menos tem uma certa identidade e se arriscam um pouco mais. Mas também é chato.

Esse negócio de começar molinho e depois sair na gritaria não me agrada nem um pouco, deixa tudo muito igual. Por falar em Brit, o cara (Fred) até namorou a mina e tudo acabou numa baixaria infernal dele falando miséria sobre ela. Mas esta porra não é uma revista de fofoca. Esse novo lançamento dos caras tem um CD (16 músicas) e um DVD (que eu não assisti porque não tenho aparelho para DVD). "Eat you Alive", faixa dois, é a música de trabalho, deve estar rolando na MTV. A três, "Gimme the Mic", temática rap mesmo (mais ou menos "Me dá o microfone"), parece Eminem com guitarra. A quarta "Urderneath the Gun", parece Pink Floyd (loucura?) dos primeiros discos, não decola, desliza, é... legal, lisérgica. Piração de Durst and Co.?

"Down Another Day", o nome, deve ter sido inspirado em "Die Another Day", o filme, de Bond, James Bond. Durst (sorry, ele manda na banda) deve ter gostado do resultado da anterior, essa, a quinta, segue o mesmo caminho. Mas a molecada que gosta de "nu", que comprou o disco, já deve estar xingando. Dou até um pontinho pra ele, tá bom, pra banda, que gives a fuck e experimenta. "Almost Over" (quase acabado), retoma a levada, é a seis, quem gosta já pode pular. A sete, "Build a Bridge" é pop em letra e melodia, parecido com aquelas "coisas" que o Red Hot tem feito ultimamente. A oito, "Red Light - Green Light", rap molinho com uns motherfuckers na letra, foi escrita por Durst, Dj Lethal e Snoop Dog (simplesmente em todas!), com os três na gravação. Tem coisas "gentis" (na voz do Snoop) tipo - "We like to drink, talk shit, and spit at bitches" (Nós gostamos de beber, falar merda, e cuspir nas putas). "The Only One", nove, outra tipo Red Hot fase nada a ver, com um pouco de Oasis e umas guitarrinhas mais pesadas.

Dez, "Let me Down", mesmo pique da dois "Eat You Alive". A próxima, "Lonely World", dentro do padrão do estilo, rap com umas guitarrinhas, meio balada, letra sobre "antigamente". Bandas como o LB e muitos dos rappers americanos, são exemplos do niilismo USA levado ao extremo - muitas das letras falam deles mesmos, de como são fodões, etc. A doze, "Phenomenon", é um exemplo, tipo - ok, você tem grana, é uma estrela de Hollywood, mas nunca vai ser como nós - "cuz you ain't limpin' like the bizkit". Cute! E é isso, o resto vai por aí. "Head For the barricade", a 14 é boazinha, tem uma pegada mais pesada e até um pouco do "velho metal" lá pelo fim. A melhor do disco é "Behind the Blues Eyes", música de Pete Townsend (The Who).

Na internet - www.limpbizkit.com


(Niva dos Santos)



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