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Radiohead - Kid A A primeira faixa neste quarto disco do Radiohead se chama "Everything in Its Right Place" (Tudo está em seu lugar). Na verdade, nada nesta música soa como se ela estivesse no lugar certo ! Um piano elétrico aparece em meio ao um sintetizador com um chiado asmático e viagens alucinantes. Quanto à letra, se dispersa no ar como se fosse uma tentativa de se parecer filosófico, como no trecho "Yesterday I woke up sucking a lemon. . . . There are two colors in my head. . . . What is that she'd tried to say?" (Ontem acordei chupando um limão....Tem duas cores na minha cabeça...O que é que ela estava tentando dizer ?) Será que podemos chamar isto de pop ? O Radiohead é na verdade uma banda de rock, formada pelos guitaristas Jonny Greenwood e Ed O'Brien, baixista Colin Greenwood, baterista Phil Selway e Yorke como vocalista e compositor. Em Kid A, os acordes de guitarra são raros, os solos ainda mais escassos. Os teclados estão programados para imitar a voz humana. O vocal de Yorke, por sua vez, parece estar envolto em algo muito semelhante ao Kraftwerk. O som funk que eles fazem na faixa "The National Anthem", termina parecendo mais com uma fanfarra de colégio e suas batucadas. Na faixa " In Limbo", temos novamente a repetição da guitarra viajante e do piano elétrico. O enfoque principal de Kid A é quey assim como no Pop, nada é previsível. Em uma recente participação em um chat, Yorke esclareceu que o título do CD se refere ao nome dado ao primeiro clone humano - o qual ele acredita já existir. Entretanto, Kid A parece mesmo ser a definição para uma ópera moderna e caótica sobre um tema futurista - de uma geração que nascerá como animais de laboratório. Dentro de todo o som eletrônico e de toda a musicalidade do CD, existe uma abordagem muito séria de temas como conformismo, individualismo e as graves consequências de se brincar de Deus. Isto sim é Pop, música de sacada, astúcia, brilhantismo e muita masturbação mental, que fará você se sentir bem se você aceitá-la como ela é.
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