Tommy
Lee - Never
A Dull Moment
(Universal
Music)
Depois de se aventurar com a banda/projeto Methods of Mayhem, Tommy
Lee pensou que poderia se destacar mais seguindo sua carreira solo e
usando seu próprio nome. Para aqueles que conhecem Tommy pelo seu trabalho
com a banda Motley Crue, fiquem cientes de que este disco solo está
muito distante do som do Motley Crue (com exceção do disco Motley Crue,
que tem alguns elementos similares).
Então fica aqui uma pergunta: será que Tommy conseguiu fazer algo de
novo neste disco, que seja diferente de seu último projeto frustado
de tentar copiar os passos de Trent Reznor do Nine Inch Nails? A resposta
é curta: nem a pau! Tommy ainda parece ligado em tentar seguir o que
está na moda em termos de som e o resultado disso é uma mistura azeda
de Linkin Park (das piores músicas) com alguns trabalhos obscuros produzidos
pelo Nine Inch Nails.
Neste disco Tommy também tocou a maioria dos intrumentos (querendo ser
como o inimitável Trent Reznor), mas na parte em que ele poderia realmente
demonstrar que é mestre, que é na bateria, ele pecou por exagerar no
uso de bateria eletrônica. Como pode???
Por incrível que pareça, a pior música do disco é a regravação do clássico
"Fame", de David Bowie, na qual Tommy aplica uma textura meio rap, meio
heavy metal à música, que deve ter feito o próprio Bowie chorar na sarjeta
ao ouví-la. Tirando esta música deste CD, que ficou uma porcaria, temos
um disco fraco, que nada mais é que uma tentativa tosca de seguir os
passos de bandas como Linkin Park. Mas se é pra ouvir som tipo Linkin
Park, compre o disco dos caras que é bem melhor.
Talvez a vida de Tommy nunca tenha tido uma fase monótona (dull moment),
mas este disco é cheio de monotonia! (Marcio Faveri)

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