U.S. Bombs - Back at the Laundromat

O U.S. BOMBS com certeza já visitou o inferno! Ao compará-lo às bandas com histórias também turbulentas, você se convence que eles estiveram sob uma puta maldição.

No último ano, a banda sofreu alguns golpes fatais (alguns atritos e rompimentos dentro da banda) e teve corações partidos (a perda de amigos de infância e pessoas amadas) o que acabou com a moral da banda.

Com uma solo de bateria militar repressiva, a primeira faixa "Back At The Laundromat" explode com o grito de guerra “Tora, Tora, Tora”. Como sempre, Peters deixa suas marcas claras, expressando suas visões apocalípticas do mundo moderno, através de suas pregações distorcidas de profeta de rua. As faixas como “Rubber Room” e “Bloody Rag” trazem a marca registrada do Bombs com um ataque punk-rock-be-bop que é bastante contagioso, que não há nada que se possa fazer a não ser pagar pau para os caras.

O U.S. BOMBS continua sendo uma banda punk tradicional que não tem medo de bater de frente com as injustiças políticas e sociais, por meio de suas músicas. Do começo ao fim do álbum, Peter expressa seus ataques anti-institucionais com tanta garra, que ele parece ser rival ao patriotismo de outras bandas punks americanas. Em "The Contract", o Bombs faz uma acusação sarcástica sobre a indústria da música, chamando a atenção para as hipocrisias de suas perspectivas de futuro, enquanto que no hino anti-político "Yer Country", Peters aponta o dedo para todos nós e chora, cantando “I ain’t no tis of thee/ I’m proud to be ashamed”.

Apesar de todos os problemas que eles enfrentaram, a persistência do U.S. BOMBS ainda é uma outra prova da natureza duradoura do som que eles tocam e das músicas que eles cantam.   

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