The
Vibrators - Unpunked
Este
CD acústico, unplugged, ou como está melhor descrito no próprio título,
"unpunked", é sem dúvida um dos melhores CDs que já ouvi em toda a minha
vida. De desconhecido ele saltou rapidamente para a minha lista de 10
melhores discos de todos os tempos. Eu já curtia muito o trabalho dos
Vibrators, acompanhei a turnê deles pelo Brasil, entrevistando-os com
exclusividade, etc. Mas não me perdoo por não ter ouvido este CD antes.
Ele é simplesmente demais.
Unpunked foi originalmente lançado em 1996, pelo selo Vibrators Records,
de propriedade da própria banda. No Brasil este CD está sendo lançado
com exclusividade pelo selo Ataque Frontal.
Antes de falar do disco, vale a pena lembrar que no início de 1977,
a banda abriu shows para Iggy Pop (com David Bowie nos teclados), durante
uma turnê pela Inglaterra. Ainda neste ano eles lançaram o clássico
"Baby Baby", do primeiro álbum "Pure Mania", que ficou por cinco semanas
no Top 75 da Inglaterra, alcançando a posição 49.
Quando a banda lançou o single "Automatic Lover" (março de 1978), ela
não só alcançou a posição 35 nas paradas, mas também conseguiu chegar
ao Top Of The Pops, conceituado programa de TV inglês, que era a bíblia
do rock mundial. O segundo LP "V2" foi lançado em abril de 77, alcançando
a posição 33 nas paradas inglesas e tornando-se parte de um dos momentos
mais marcantes da era New Wave.
Formado em fevereiro de 1976 e com um histórico invejável, como exemplifica
os parágrafos anteriores, o Vibrators é uma daquelas banda que se destacam
por sua qualidade e competência musical, principalmente a de seu vocalista,
guitarrista e líder Ian Carnochan, mais conhecido como Knox.
Não posso e nem devo destacar essa ou aquela música do CD em especial,
pois todas, sem exceção, já são clássicos não somente do punk rock mundial,
mas da história do ROCK em geral!
Mas para não deixar de citar minhas favoritas no disco, lá vai: as faixas
"Judy Says", "Automatic Lover", "No Getting Over You" e "U238" são na
minha opinião as melhores do disco. Tenho certeza de que se Iggy Pop,
Lou Reed, Peter Murphy, David Bowie, Pete Townshend, Eric Clapton e
uma série de outros ícones do bom e velho rock and roll, pudessem ouvir
este CD agora, certamente eles sentariam na sarjeta e chorariam até
os fins de seus dias, pensando: "Oh Deus, porque não fui eu quem fez
este disco?".
Marcio Faveri - da redação

Retorna
a Reviews