Wallflowers - Breach

Se Elvis tivesse tido um filho, será que hoje ele seria um vocalista de uma banda de rock'n'roll? Se isso fosse a realidade, seria impossível ouvir o filho de Elvis sem dizer: "Meu Deus, ele é o filho de Elvis". 

Jakob Dylan possui uma história semelhante sobre os seus antepassados. É difícil negar que o pai dele foi - e ainda é - uma marca registrada da cultura pop. Por causa disso, aqueles que curtem o som do Wallflowers estão em busca de um gênio na arte de improvisos e um expert num som pop bem trabalhado.

Além de passagens agradáveis, Breach também possui alguns desarranjos líricos e uma grande vulgaridade. O Wallflowers está em um de seus melhores momentos, em relação a suas músicas instrumentalmente intensas, assim como as faixas "Letters from the Wasteland" e "Sleepwalker". Pelo fato da banda ter pego pesado nas letras para garantir uma estabilidade na música, o álbum acabou tendo uma decaída ("Witness", por exemplo, é lenta e tediante).

O que não quer dizer que, todas as músicas lentas do Wallflowers deixam a desejar, muito pelo contrário. Provavelmente, a faixa mais empolgante encontra-se no final do álbum, é "Birdcage", uma canção de sete minutos com uma bela e repetitiva composição, que não chega a ser enjoativa. Após essa música, há uma faixa "escondida" com uma melodia de caixa de música bastante cativante. Embora o conteúdo das letras seja antiquado ("Baby bird / Come back home / You were never really on your own"), a beleza pura das músicas faz com que você perdoe os clichês.

Breach pode ser considerado bom quando é analizado no geral e não em partes, o álbum em si foge do convencional, simplesmente porque ele falha em deixar uma grande expectativa ao público.    

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